A empresa de tecnologia e comércio electrónico Alibaba Group apresentou o XuanTie C950, um chip de última geração desenvolvido para aplicações de alto desempenho em computação a nuvem e Inteligência Artificial (IA).
Segundo a empresa, o XuanTie C950 é baseado na arquitectura RISC‑V, um padrão de código aberto que permite maior flexibilidade no desenvolvimento de instruções e na personalização para diferentes tipos de carga de trabalho. A companhia afirma que o chip é o mais potente do mundo dentro desta arquitectura, reforçando a estratégia da gigante chinesa de ampliar a sua independência tecnológica e disputar espaço no segmento de infra‑estruturas de Inteligência Artificial.
O processador é construído com tecnologia de cinco nanómetros e opera a uma frequência de 3,2 GHz. De acordo com o Alibaba Group, o desempenho é até três vezes superior ao do seu antecessor, o C920.
A arquitectura aberta RISC‑V é igualmente apontada como uma vantagem estratégica, por reduzir custos de licenciamento e acelerar a inovação em aplicações complexas, especialmente em sistemas de IA e agentes autónomos.
A divisão T‑Head, responsável pelo desenvolvimento de semicondutores do grupo, tem desempenhado um papel central nesta estratégia, segundo destacou o Alibaba. A empresa trabalha também com outras linhas de chips, como a série Zhenwu 810E, orientada para o treino e a inferência de modelos de Inteligência Artificial, enquanto a linha XuanTie é focada na computação de alto desempenho e nos serviços em nuvem.
O anúncio está igualmente relacionado com o avanço da chamada IA agêntica — sistemas capazes de executar tarefas de forma autónoma, com menor intervenção humana. Recentemente, o Alibaba Group lançou a plataforma Wukong, voltada para fluxos de trabalho baseados nestes agentes inteligentes.
Especialistas destacam que o aumento da complexidade dos sistemas de IA exige maior capacidade computacional, intensificando a necessidade de chips mais eficientes e escaláveis. Neste contexto, o movimento do Alibaba ocorre num cenário de crescente pressão global sobre a cadeia de semicondutores, com projecções a indicar que a procura por chips de Inteligência Artificial poderá superar a oferta até ao final da década.
Fonte: Revista Exame
























































