A Confederação das Associações Económicas (CTA) afirmou que a liquidação da dívida do País ao Fundo Monetário Internacional (FMI) é um “sinal relevante” da responsabilidade macroeconómica e do reforço da credibilidade internacional, solicitando também atenção às “avultadas dívidas internas”.
“O sector privado reconhece e valoriza o cumprimento das obrigações financeiras junto do Fundo Monetário Internacional, por constituir um sinal relevante de responsabilidade macroeconómica e de reforço da credibilidade internacional do País”, avançou a entidade por meio de um comunicado.
A classe empresarial considerou que a liquidação de toda a dívida de Moçambique contribui para a consolidação da confiança dos parceiros externos e criação de condições para o aprofundamento da cooperação económica e financeira, mas alertou que a estabilidade macroeconómica deve ser acompanhada por medidas internas consistentes, que promovam um crescimento inclusivo e sustentável.
“O desafio que se coloca é garantir que este esforço seja complementado por políticas que estimulem a produção nacional, o investimento privado e a competitividade da economia. Neste contexto, destaca-se igualmente a necessidade de o Governo conferir atenção às avultadas dívidas internas, sinalizando a sua progressiva liquidação, como forma de dinamizar a economia doméstica”, referiu.
Num comunicado, o Governo recordou que o PRGT do FMI é uma janela que fornece financiamento concessional a países como Moçambique, que enfrentam pressões fiscais e da balança de pagamentos.
O Diário Económico esclareceu esta semana que dados recentes do FMI indicam que o saldo de crédito pendente caiu de 514,04 milhões de direitos de saque especiais (SDR), no final de Fevereiro, para zero a 27 de Março, após reembolsos no mesmo montante e sem novos desembolsos no período. Em termos práticos, o pagamento corresponde a 701,4 milhões de dólares.
Segundo a nota do Governo, os empréstimos reembolsados pelo Estado correspondem ao financiamento desembolsado pelo FMI no âmbito do PRGT para a Facilidade de Crédito Rápido de 2019, para a Facilidade de Crédito Rápido de 2020 e para a Facilidade de Crédito Alargado de 2022, sublinhando que “estes programas tinham todos expirado e não se esperava financiamento adicional”.
“O Estado decidiu, assim, reembolsar as obrigações do País ao FMI. O reembolso antecipado permite preservar o balanço do banco central e a sua capacidade de consolidar a estabilidade macroeconómica”, referiu.



























































