A Comissão Política da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, pediu ao Governo para garantir a disponibilidade de divisas, a curto prazo, para importação de combustíveis e bens essenciais, visando evitar “constrangimentos no abastecimento”.
“A curto prazo, o Governo deverá trabalhar para garantir a disponibilidade de divisas, com afectação estratégica para importação de combustíveis e bens essenciais, evitando constrangimentos no abastecimento”, avança um comunicado citado pela Lusa.
O partido apelou ainda para o reforço da monitoria contínua dos preços e do abastecimento de combustíveis para evitar rupturas e práticas especulativas no mercado, além de restringir a reexportação para assegurar e priorizar o mercado interno.
“A Comissão Política orienta o Executivo a adoptar mecanismos de curto e médio prazo, visando fazer face à actual situação de combustíveis em Moçambique, em resultado do conflito no Médio Oriente, assegurando a disponibilidade de reservas suficientes deste recurso energético para manter o abastecimento estável”, refere.
Entre as medidas a médio prazo consta o aumento da capacidade de armazenamento de combustíveis no País e a promoção da expansão do gás natural veicular como “alternativa mais eficiente e menos volátil” face aos combustíveis líquidos importados.
O órgão sugere ainda que se desenvolva a “capacidade de refinação, reduzindo a dependência de produtos refinados importados, melhorando a segurança energética”.
Recentemente, o Presidente da República, Daniel Chapo, alertou para a subida dos preços de combustíveis nos próximos meses, caso a guerra no Médio Oriente continue, mas tranquilizou os cidadãos garantindo reservas para aguentar por algum tempo.
Talvez para finais de Abril ou princípios de Maio, de acordo com os cálculos feitos, é que vamos começar a verificar o aumento dos preços, caso a guerra continue. Contudo, ainda temos um período de um mês e meio para aguentarmos”, avançou o governante.
“Trata-se de um fundo que tem vindo a ser utilizado à medida que ocorrem crises desta natureza, e nós já tivemos o conflito Rússia-Ucrânia que determinou que o nosso país fizesse uso das verbas em resultado do incremento bastante significativo do preço dos combustíveis. Neste momento, os recursos correm em torno de 5,2 milhões de euros”, declarou.
Os Estados Unidos da América e Israel lançaram, a 28 de Fevereiro, um ataque militar contra o Irão, tendo matado, durante a ofensiva, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. Em contrapartida, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infra-estruturas em países da região.
O Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é atravessado por cerca de 20% do petróleo e por uma parte significativa do gás natural liquefeito comercializado por via marítima, segundo dados da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos e das Nações Unidas.


























































