Os preços dos combustíveis aumentaram em toda a África nas últimas semanas, principalmente devido à volatilidade do petróleo bruto nos mercados globais, face às tensões no Médio Oriente. Nigéria, África do Sul, Gana, Egipto e Somália registaram aumentos significativos, levantando preocupações sobre as implicações económicas e sociais mais amplas.
O aumento dos preços à saída da refinaria da Dangote Refinery e as mudanças no mercado internacional de petróleo fizeram com que, em vários estados da Nigéria, o preço do combustível ultrapassasse os 72 cêntimos dólares por litro.
Como resultado, registaram-se aumentos nos preços dos transportes e nos custos de energia, especialmente porque uma grande parte da população depende de geradores movidos a combustível para ter acesso à electricidade.
No sul de África, uma tendência semelhante é esperada, uma vez que os preços da gasolina e do gasóleo deverão subir mais de 12 cêntimos de dólar por litro até meados do mês, o que representa um desafio para os condutores sul-africanos. O sector energético do país continua a ajustar os preços internos em resposta às mudanças no preço do petróleo bruto a nível mundial, evidenciando a vulnerabilidade dos consumidores a choques externos.
Mesmo na Somália, interrupções nas cadeias de abastecimento fizeram com que os preços do combustível na capital Mogadíscio quase quadruplicassem, tornando o transporte e bens essenciais mais caros.
No país do leste africano, os preços dos combustíveis aumentaram mais de 75% até ao início de Março, impulsionados por perturbações na cadeia de abastecimento provocadas pelos conflitos no Médio Oriente. Em Mogadíscio, o preço da gasolina subiu de cerca de 0,65 dólares para mais de 1,15 dólares por litro, com aumentos diários de cerca de 10 cêntimos de dólar.
Os países mencionados, juntamente com outras nações africanas, enfrentaram aumentos nos custos de energia nas últimas semanas devido a uma guerra que não envolve directamente o continente. Especialistas alertam que, se os Governos não adoptarem medidas estratégicas, a continuação da subida dos preços poderá agravar as desigualdades e travar o desenvolvimento.
Enquanto refinarias locais e empresas petrolíferas procuram manter o abastecimento estável, o preço continua a ser um problema para milhões de africanos.
Com os preços globais do petróleo a cair de quase 120 dólares por barril para menos de 90 dólares em poucos dias, os mercados de combustíveis em África continuam altamente vulneráveis a choques externos.
À medida que os países enfrentam pressões inflacionistas, a necessidade de soluções energéticas internas e de maior regulação nunca foi tão evidente.
Com isso, seguem-se os países africanos com os preços de combustível mais elevados em Março de 2026, segundo dados da GlobalPetrolPrices.

Ao contrário da lista de Fevereiro passado — quando o preço médio global do combustível era de 1,30 dólar por litro, face aos 1,34 dólares por litro registados este mês — os preços do combustível no Maláui, República Centro-Africana, Senegal, Camarões, Burkina Faso e Costa do Marfim registaram quedas acentuadas.
Por outro lado, os preços aumentaram significativamente no Zimbabué e na Serra Leoa, enquanto Burundi e Seicheles substituíram Zâmbia e Uganda na lista.
Fonte: Business Insider Africa

























































