Os principais índices asiáticos encerraram a primeira sessão da semana com fortes desvalorizações em toda a linha, à medida que se assiste a uma escalada do conflito no Médio Oriente, que já entrou na quarta semana. Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 seguem a perder cerca de 1,8% e os do S&P 500 recuam 0,80%.
Pelo Japão, o Topix caiu 3,41% e entrou em território de correcção, tendo perdido mais de 10% desde o seu último máximo histórico atingido a 27 de Fevereiro. Já o Nikkei seguiu a mesma tendência e perdeu 3,48%. Pela China, o Hang Seng de Hong Kong cedeu 3,57% e o Shanghai Composite desvalorizou 3,63%. Por Taiwan, o TWSE recuou 2,45%, enquanto pela Coreia do Sul o Kospi tombou 6,49%.
A retórica em torno da guerra no Médio Oriente intensificou-se durante o fim-de-semana, com o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, a fazer um ultimato de 48 horas a Teerão para reabrir o Estreito de Ormuz — crucial para o fluxo de petróleo e gás da região — sob pena de os EUA “destruírem” as centrais eléctricas do Irão.
A República Islâmica respondeu que qualquer ataque desse tipo levaria Teerão a fechar o estreito por tempo indeterminado e a atacar as infra-estruturas energéticas dos Estados Unidos e de Israel em toda a região. Embora a reacção nas acções tenha sido mais acentuada, a resposta à mais recente escalada foi mais moderada nos mercados petrolíferos. Ainda assim, tanto o Brent como o WTI já subiram mais de 70% neste ano.
“Os mercados estão definitivamente a ficar mais nervosos com o que está a acontecer no Médio Oriente neste momento”, afirmou à Bloomberg Martin Schulz, da Federated Hermes. “A nossa opinião é que é hora de cautela, não de pânico. A duração é a questão principal. Quanto mais isto se arrastar, obviamente pior ficará”, acrescentou.
E numa altura em que os bancos centrais estão a preparar-se para subir os juros directores devido aos aumentos nos preços da energia, “as acções asiáticas estão a ter um início de semana difícil, o que se deve em grande parte a uma reavaliação drástica das perspectivas da política monetária global”, referiu à agência de notícias financeiras Garfield Reynolds, da MLIV. Esta rápida mudança de postura dos decisores de política monetária está a indicar aos investidores que, mesmo que os preços do petróleo estabilizem, os choques energéticos provocados pela guerra no Irão implicam um consequente aperto acentuado nas condições financeiras.
Pelo Japão, o sector tecnológico contribuiu mais para as quedas, enquanto empresas relacionadas com chips, como a Renesas Electronics (-9,16%) e a Lasertec (-8,72%), estiveram entre as que registaram os piores desempenhos no Nikkei.
























































