O número de mortos na actual época chuvosa em Moçambique subiu para 296, desde Outubro de 2025, afectando já mais de um milhão de pessoas em todo o País. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), que acompanha a evolução da situação até ao fim do período chuvoso, previsto para Abril.
De acordo com a actualização mais recente do INGD, nas últimas 24 horas foram registadas mais sete mortes. No total, mais de um milhão de pessoas foram afectadas, o que representa um aumento de cerca de 10 mil em relação ao balanço anterior. Estas correspondem a 232 280 famílias atingidas pelas consequências das chuvas.
O relatório aponta ainda para 17 desaparecidos e 351 feridos, números que mostram a gravidade da situação em várias regiões do País. A época chuvosa tem provocado impactos significativos, exigindo uma resposta contínua por parte das autoridades e de parceiros humanitários.
Entre os eventos mais críticos destacam-se as cheias de Janeiro, que causaram pelo menos 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos. Só este fenómeno afectou 715 716 pessoas, evidenciando a dimensão dos danos provocados pelas inundações em diferentes pontos do território.
Para além das perdas humanas, a época chuvosa causou danos extensivos em infra-estruturas. Foram registadas 15 898 casas parcialmente destruídas, 6305 totalmente devastadas e 187 262 inundadas, deixando milhares de famílias em situação de vulnerabilidade.
Os impactos estenderam-se também aos serviços sociais essenciais, com 303 unidades sanitárias, 84 locais de culto e 722 escolas afectados. Estes danos comprometem o acesso à saúde, à educação e à prática religiosa, agravando as dificuldades enfrentadas pelas comunidades.
Na agricultura e nos transportes, os prejuízos são igualmente elevados. Foram perdidos 267 205 hectares de culturas, afectando 342 227 agricultores, além da morte de 531 058 animais. Registaram-se ainda danos em 7612 quilómetros de estradas, 45 pontes e 261 aquedutos, tendo sido activados 155 centros de acomodação desde Outubro de 2025, dos quais 25 continuam em funcionamento, acolhendo pelo menos 6760 pessoas.
Fonte: Lusa


























































