A movimentação de porcos entre Moçambique e Maláui está condicionada na província de Tete, devido a um surto de peste suína que afecta alguns distritos do país vizinho. A medida visa travar a propagação da doença, considerada altamente contagiosa e letal, protegendo o efectivo pecuário local.
A informação foi avançada pelo chefe do Departamento de Pecuária na Direcção Provincial de Agricultura e Pescas em Tete, Cláudio Gune, que apelou à população para evitar a compra de animais provenientes do Maláui. Segundo explicou, esta é uma acção preventiva essencial para reduzir riscos de contaminação.
De acordo com Cláudio Gune, a decisão enquadra-se nos esforços das autoridades para interromper uma possível cadeia de transmissão da doença. O objectivo é salvaguardar o efectivo pecuário da província, sobretudo nas zonas fronteiriças, onde há maior circulação de pessoas e bens.
“Esta decisão faz parte das acções preventivas do sector agrário para proteger o efectivo pecuário da província, sobretudo nas zonas fronteiriças, onde a circulação é mais intensa”, afirmou Cláudio Gune, sublinhando a importância do cumprimento rigoroso das medidas.
No âmbito das restrições, está igualmente proibida, de forma temporária, a entrada e saída de carne suína e seus derivados entre Moçambique e Maláui. A medida deverá manter-se até que a situação sanitária esteja totalmente controlada pelas autoridades competentes.
Apesar do surto registado no país vizinho, Cláudio Gune assegurou que, até ao momento, a província de Tete não registou qualquer caso da doença. Ainda assim, as autoridades defendem a necessidade de manter uma vigilância apertada para evitar a sua introdução.
Paralelamente, decorrem campanhas de sensibilização junto dos criadores, com o objectivo de desencorajar a compra e o transporte ilegal de suínos provenientes do Maláui. As autoridades alertam que estas práticas representam um elevado risco de propagação da doença.
“Devemos evitar a movimentação de animais suspeitos de um lado para o outro. Esta é uma medida de controlo essencial, pois impede que zonas ainda livres da doença sejam contaminadas, o que tornaria o seu controlo muito mais difícil”, concluiu Cláudio Gune.
Fonte: Agência de Informação de Moçambique (AIM)
























































