A multinacional de energia e petróleo Chevron concordou em vender as suas participações petrolíferas offshore em Angola à Energean por 260 milhões de dólares, dando à produtora de energia do Mediterrâneo uma entrada na África Ocidental à medida que expande as suas operações para além do seu núcleo de negócios no gás.
O acordo abrange a participação operadora de 31% da Chevron no Bloco 14 e uma participação não operadora de 15,5% no Bloco 14K. A transacção tem efeitos retroactivos a 1 de Janeiro de 2026, mas ainda depende de aprovações regulatórias e de outras condições habituais antes de ser concluída.
Em conjunto, estes activos produzem cerca de 42 mil barris de petróleo por dia. Quando a aquisição for finalizada, a parte correspondente à Energean será de aproximadamente 13 mil barris por dia.
Para além do valor base, o acordo inclui pagamentos adicionais potenciais ligados a futuros desenvolvimentos petrolíferos e aos preços globais do crude. Estes pagamentos contingentes poderão atingir até 25 milhões de dólares por ano, com um limite máximo de 250 milhões de dólares, podendo prolongar-se até 2038.
A Energean planeia financiar a compra através de dívida associada aos activos adquiridos, bem como com a sua liquidez existente. A empresa tem procurado activamente novos investimentos e oportunidades de aquisição à medida que se expande para além dos seus mercados principais no Mediterrâneo.
A operação também reflecte a estratégia mais ampla da Energean de diversificar a sua base de produção. Os principais campos de gás da empresa em Israel enfrentaram paragens temporárias no último ano devido a tensões geopolíticas no Médio Oriente, levando a empresa a procurar fontes de produção mais estáveis noutras regiões.
Angola continua a ser um dos maiores produtores de petróleo de África e continua a atrair investimento estrangeiro, enquanto o Governo procura manter a produção em campos offshore envelhecidos e incentivar nova exploração.
Para a Chevron, a transacção faz parte de um esforço mais amplo para optimizar o seu portefólio global. A petrolífera norte-americana afirmou que continuará a operar outros activos em Angola, incluindo participações nos Blocos 0, 33, 49 e 50, bem como no projecto Angola LNG e no campo petrolífero South N’Dola.
O Bloco 14 já enfrentou desafios operacionais no passado. Em 2024, um incêndio numa plataforma de produção nesse bloco provocou três mortes, destacando os riscos de segurança associados às operações offshore na região.
Apesar desses incidentes, o bloco continua a ser um activo de produção significativo no sector petrolífero offshore de Angola, tornando-se um ponto estratégico de entrada para a Energean enquanto constrói um novo polo energético na África Ocidental.
Fonte: Business Insider Africa

























































