O apoio financeiro da União Europeia (UE) às tropas ruandesas que prestam assistência na luta contra a insurgência ligada ao Estado Islâmico na província de Cabo Delgado, no norte do País, deverá terminar em Maio próximo, não havendo planos para o prolongar, segundo fontes familiarizadas com o assunto citadas pela Bloomberg nesta sexta-feira, 13 de Março.
Em 2024, o bloco aprovou 23 milhões de dólares de assistência para a Força de Defesa de Ruanda (RDF) operando em Cabo Delgado, valor equivalente ao que havia sido acordado quase dois anos antes. O financiamento, feito através do European Peace Facility, destinou-se a cobrir os custos com equipamento pessoal e logística, informou o Conselho Europeu.
Na semana passada, o Tesouro dos Estados Unidos da América (EUA) sancionou a RDF, acusando-a de apoiar, treinar e lutar ao lado do grupo rebelde M23, no leste da República Democrática do Congo.
Ainda não se sabe qual será o impacto dessas sanções sobre os milhares de soldados ruandeses destacados em Moçambique, onde auxiliam na segurança de uma área em que a TotalEnergies lidera o desenvolvimento do projecto de exportação de gás natural liquefeito (GNL) avaliado em 20 mil milhões de dólares.
Segundo Daniel Swift, analista sénior da Fundação para a Defesa das Democracias, em Washington, é provável que os EUA não queiram que as sanções contra a RDF perturbem significativamente as suas operações em Moçambique. O Banco de Exportação e Importação dos EUA está a financiar 4,7 mil milhões de dólares do projecto da TotalEnergies.
O encerramento efectivo do estreito de Ormuz afectou as exportações de GNL do Qatar, o segundo maior exportador mundial deste combustível, aumentando assim a importância estratégica de Moçambique como fornecedor emergente.
“No final das contas, ninguém quer que as suas operações em Cabo Delgado sejam afectadas negativamente”, afirmou Swift por telefone, referindo-se às tropas da RDF que ajudam a garantir a segurança da região rica em gás, onde se encontram alguns dos maiores investimentos dos EUA em África. “O GNL está a atrair muita atenção neste momento”, sublinhou.
























































