A plataforma de partilha de vídeos YouTube anunciou que está a expandir a nova funcionalidade que permite detectar conteúdos gerados por Inteligência Artificial (IA). Denominada ‘Likeness ID’, a ferramenta passa a abranger jornalistas e candidatos políticos, inclusive os que utilizam rosto ou voz de outros sem autorização.
Lançada em 2025, procura semelhanças entre uma pessoa e conteúdos gerados por IA, incluindo os “deepfakes”, que replicam rostos e vozes. “Hoje estamos a expandir este serviço para um grupo-piloto de autoridades públicas, jornalistas e candidatos políticos”, anunciou o YouTube.
De acordo com a plataforma, a ferramenta estará inicialmente disponível em França, no Reino Unido, nos Estados Unidos da América e no Brasil. Posteriormente, o acesso será alargado de forma gradual, com o objectivo de disponibilizá-la a nível mundial até ao final do ano.
A plataforma pretende contactar parceiros na área dos media, que poderão sugerir nomes de profissionais para terem acesso a esta funcionalidade. Na esfera política, o serviço será disponibilizado a autoridades que já manifestaram interesse e, igualmente, aos partidos políticos.
Quando o Likeness ID detecta uma correspondência entre uma figura pública e o conteúdo manipulado, o utilizador é notificado e pode rever o vídeo. Caso se trate de uma falsificação de identidade, poderá ser solicitada a remoção do conteúdo.
Segundo o blog oficial do Youtube, embora a ferramenta ofereça uma forma poderosa de lidar com casos de imitação não autorizada por IA, a detecção não garante automaticamente a remoção do conteúdo. O YouTube ressalva que tem um longo historial de protecção da liberdade de expressão e de conteúdos de interesse público, incluindo a preservação de materiais como paródia e sátira, mesmo quando utilizados para criticar líderes mundiais ou figuras influentes. A plataforma continuará a avaliar cuidadosamente estas excepções sempre que receber pedidos de remoção.
Além disso, para evitar “desmandos” e garantir que a ferramenta seja utilizada apenas por quem realmente precisa dela, os participantes terão de verificar a sua identidade antes de aderirem ao sistema de detecção de semelhança. Os dados fornecidos durante o processo de configuração são utilizados exclusivamente para verificação de identidade e para o funcionamento desta funcionalidade de segurança, não sendo aplicáveis para treinar os modelos de IA generativa da Google.
Fonte: Notícias ao Minuto
























































