A Organização dos Países Exportadores de Petróleo manteve, nesta quarta-feira (11), as previsões da procura e da oferta de petróleo e de crescimento económico mundial, num relatório com dados de antes do início dos ataques dos Estados Unidos da América (EUA) e Israel contra o Irão, a 28 de Fevereiro.
O relatório mensal da OPEP inclui os dados de produção petrolífera apenas até ao mês passado e mostra que tanto o Irão como outros países produtores da região produziram mais do que em Janeiro.
Assim, o Irão extraiu em Fevereiro quase 3,2 milhões de barris diários, mais 1% que em Janeiro, segundo dados de fontes independentes referidos no relatório. O documento lembra ainda que na última semana do mês passado, mesmo antes dos ataques, o preço do petróleo subiu devido aos “desenvolvimentos no Médio Oriente”.
Sem mencionar conflitos concretos, a organização fala do encarecimento do petróleo por possíveis interrupções no fornecimento associadas a “acontecimentos geopolíticos na região do Golfo e na Europa de Leste”.
A OPEP estima que se espera que continue em 2026 o impulso do crescimento económico, que prevê em 3,1%, e continue em 2027 com 3,2%, os mesmos dados que nos últimos cálculos.
Os analistas do cartel do petróleo apontam que, “embora os acontecimentos geopolíticos actuais exijam um acompanhamento próximo, espera-se que o sólido crescimento nos EUA, China ou Índia e o constante na Europa, Japão, Brasil ou Rússia apoiem uma dinâmica de alta que se acelerará até mesmo em 2027”.
Assim, a OPEP manteve as previsões de consumo de petróleo de 106,5 milhões de barris diários em 2026 e de 107,8 milhões de barris diários em 2027.
O grupo petrolífero estima que o crescimento de 1,3% da procura em relação a 2025 seja impulsionado pelos combustíveis para o transporte e por uma sólida actividade industrial, agrícola e de construção nos países não pertencentes à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
Igualmente, a OPEP manteve as previsões para a oferta petrolífera, tanto dos concorrentes, como da aliança que mantém com outras dez economias produtoras de petróleo, incluindo a Rússia e o México.
Fonte: Lusa
























































