A primeira-ministra, Benvinda Levi, defendeu em Maputo a necessidade de uma transformação profunda do sistema agro-alimentar nacional, considerando-a condição essencial para reduzir, de forma sustentável, os níveis de pobreza no País.
De acordo com a Lusa, a governante falava durante as celebrações do Dia Internacional da Mulher, assinalado a 8 de Março, ocasião em que sublinhou que a agricultura continua a desempenhar um papel central na estrutura económica moçambicana e no sustento de milhões de famílias.
“Ao falarmos de agricultura, como tema central deste evento, devemos reconhecer uma realidade incontornável: não haverá redução sustentável da pobreza em Moçambique sem uma transformação profunda do sistema agro-alimentar”, afirmou.
Segundo Benvinda Levi, esse processo de transformação passa necessariamente pelo reconhecimento do papel determinante das mulheres e raparigas no sector agrário. A chefe do Governo sublinhou que as mulheres representam uma parcela significativa da força de trabalho agrícola, sendo por isso indispensável reforçar a sua participação e autonomia nas cadeias de produção e comercialização.
“Como Governo, a nossa prioridade é transformar produção em rendimento e o rendimento em bem-estar para as famílias moçambicanas”, declarou.
A primeira-ministra acrescentou que quando as mulheres têm acesso à terra, tecnologias agrícolas, financiamento, mercados e conhecimento técnico, os benefícios traduzem-se em ganhos concretos para a economia familiar e para a resiliência das comunidades rurais.
“Como Governo, a nossa prioridade é transformar produção em rendimento e o rendimento em bem-estar para as famílias moçambicanas”
Benvinda Levi – Primeira-ministra
“Reforçar a participação e a autonomia das mulheres no sistema agro-alimentar não é apenas uma questão de justiça social, é também uma condição essencial para acelerar o desenvolvimento económico das comunidades e do País”, disse.
Benvinda Levi defendeu ainda que a promoção do papel da mulher na transformação económica deve ser acompanhada por políticas que assegurem a protecção dos seus direitos e a sua segurança.
A governante recordou que o Programa Quinquenal do Governo para o período 2025-29 estabelece como objectivo central a aceleração do crescimento económico inclusivo e sustentável, com particular enfoque na diversificação da economia. Nesse contexto, a agricultura surge identificada como um dos sectores estratégicos para impulsionar o desenvolvimento nacional.
Entre as prioridades definidas no programa constam a modernização do sector agrícola, o fortalecimento das cadeias de valor, o desenvolvimento de pólos de produção e a capacitação dos pequenos produtores.
Entretanto, o Presidente da República, Daniel Chapo, manifestou preocupação com o aumento de casos de violência baseada no género no País, considerando que o fenómeno representa um obstáculo aos esforços de desenvolvimento.
Numa mensagem divulgada por ocasião do Dia Internacional da Mulher, o chefe do Estado referiu que o crescimento dos casos de violência baseada no género constitui uma realidade preocupante, não apenas por configurar crime à luz da lei, mas também pelo impacto negativo que tem no progresso social e económico.
Segundo Daniel Chapo, a violência contra as mulheres compromete o papel central que estas desempenham na vida económica, social, cultural e política de Moçambique.

























































