O Governo, em parceria com o Reino da Bélgica, investiu 22 milhões de euros na expansão das energias renováveis nas zonas rurais de Moçambique através do Projecto Energias Renováveis para o Desenvolvimento Rural em Moçambique (REDR2+). A iniciativa beneficiou milhares de cidadãos nas províncias de Nampula, Zambézia e Manica, combinando a electrificação rural e sistemas de irrigação movidos a energia solar para impulsionar o desenvolvimento local.
O projecto aproxima-se agora do encerramento formal, marcado para 15 de Março, após quase oito anos de implementação desde o acordo assinado em 2018 entre os dois países. O último encontro do Comité de Direcção teve lugar em Maputo, servindo para avaliar os resultados alcançados ao longo da execução do programa.
Financiado com 22 milhões de euros, o REDR2+ foi implementado pela Agência Belga de Cooperação Internacional (Enabel), em parceria com o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), com o Fundo de Energia, FP (FUNAE) e com o Instituto Nacional de Irrigação (INIR). A iniciativa teve como objectivo expandir o acesso à energia limpa e sustentável nas zonas rurais e promover o desenvolvimento social e económico nas comunidades beneficiárias.
Na componente de electrificação, o projecto permitiu a construção de cinco mini-redes fotovoltaicas distribuídas por duas províncias. Em Nampula foram instaladas duas mini-redes nas localidades de Muite e Milhana, no distrito de Mecubúri, enquanto na Zambézia foram construídas três infra-estruturas em Mugulama, Ilha de Idugo e Nagonha, situadas nos distritos de Ile, Mucubela e Pebane.
No total, estas infra-estruturas permitiram 3667 ligações eléctricas, beneficiando 18 mil moçambicanos, muitos dos quais passaram a ter acesso à electricidade pela primeira vez. Além de melhorar as condições de vida, a electrificação reforçou a segurança comunitária através da iluminação pública e facilitou o funcionamento de serviços públicos nas zonas abrangidas.
O impacto do projecto estendeu-se também ao sector agrícola com a instalação de 508 sistemas de irrigação alimentados por painéis solares. Deste total, 310 sistemas foram instalados na província de Manica e 198 na província da Zambézia, ambas na região Centro do País.
As infra-estruturas foram dimensionadas para irrigar 426 hectares de terras agrícolas, dos quais 312 hectares em Manica e 114 hectares na Zambézia. Paralelamente, foram instalados 25 sistemas de irrigação em instituições de ensino, destinados à formação técnica e capacitação de estudantes nas áreas agrícolas e de gestão de sistemas de irrigação.
Durante o encontro do Comité de Direcção, o secretário permanente do MIREME, António Manda, destacou os efeitos positivos das infra-estruturas financiadas pelo projecto. Segundo o responsável, “a electrificação e os sistemas de irrigação criaram novas oportunidades económicas a nível local, dinamizando pequenos negócios e melhorando o acesso a serviços públicos essenciais.”
Fonte: Agência de Informação de Moçambique (AIM)
























































