As principais praças asiáticas encerraram a primeira sessão da semana em território negativo, uma tendência que deve ser seguida pela Europa, numa altura em que a escalada nos preços do petróleo – que chegaram a ultrapassar os 120 dólares por barril tanto em Londres como em Nova Iorque – está a deixar os investidores apreensivos em relação a uma nova crise energética no mundo.
Mesmo assim, as perdas foram amparadas por notícias de que os países do Grupo dos 7 (G7) estão a equacionar libertar, de forma concertada, petróleo das suas reservas estratégicas para fazer face à grande subida dos preços.
O benchmark asiático – o MSCI AC Asia Pacific Index – chegou a cair cerca de 5,6% esta madrugada, tendo entretanto reduzido as perdas para 4%. Também na Europa assistiu-se à mesma tendência, embora os futuros do Euro Stoxx 50 continuem a apontar para quedas substanciais na abertura de sessão, de 2,5%, isto depois de o principal índice da região ter vivido aquela que foi a pior semana desde Abril do ano passado – quando a política comercial de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), foi apresentada ao mundo e levou a grandes disrupções nos mercados financeiros.
Com o conflito no Médio Oriente a entrar no seu décimo dia, a expectativa dos mercados continua a ser de que a guerra será de curto prazo – mas existem poucos sinais de que isso irá acontecer. As ofensivas continuam e o Presidente norte-americano já fez saber que o sucessor de Ali Khamenei, agora revelado como sendo o seu filho Mojtaba Khamenei, será um alvo dos ataques ao país, tal como vários elementos da hierarquia iraniana que foram liquidados.
“Os investidores estão em pânico com a escalada da guerra no Irão e o impacto nos preços do gás natural e do petróleo na Europa. Na semana passada, os mercados estavam a negociar preços elevados, mas não excessivos, do petróleo e do gás. A escalada durante o fim-de-semana mudou a tónica para uma possível repetição do choque nos preços da energia semelhante ao de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia”, explica Joachim Klement, director de Estratégia da Panmure Liberum, à Bloomberg.
Pela Coreia do Sul, as grandes quedas do Kospi, que chegou a afundar mais de 8%, levaram a uma interrupção da negociação por 20 minutos – a segunda vez que isto acontece na última semana. O índice encerrou a cair 5,96%, liderando as perdas regionais, seguido do japonês Nikkei 225, que mergulhou 5,20%, e do australiano S&P/ASX 200, com quedas de 2,85%. Por sua vez, na China, as perdas foram mais contidas, mas, mesmo assim, o Hang Seng viu o seu valor reduzido em 1,96%.


























































