A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) quer conseguir a experiência do sector privado da Tailândia para aumentar a produção de arroz, com vista a abastecer o mercado local e da África Austral. A intenção foi anunciada nesta sexta-feira (6), após uma reunião entre delegações dos dois países.
O sector privado da Tailândia manifestou interesse em apoiar Moçambique no aumento da produção de arroz, com o objectivo de abastecer o mercado interno e a África Austral. O anúncio foi feito esta sexta-feira (6), após um encontro entre delegações dos dois países.
Amâncio Gume, vice-presidente da CTA, destacou que a Tailândia é reconhecida mundialmente pela sua experiência e tecnologia na produção de cereais. “Imaginem o impacto se esta experiência fosse aplicada em Moçambique: produzir, processar localmente e abastecer o mercado interno e regional”, afirmou.
Gume lembrou que Moçambique dispõe de 36 milhões de hectares de terras aráveis, recursos hídricos abundantes e condições climáticas favoráveis a várias colheitas por ano, lamentando que apenas uma pequena parte desse potencial esteja a ser aproveitada.
Por seu lado, Phong Mekthipphachai, representante do sector privado tailandês, mostrou abertura para apoiar iniciativas nacionais com tecnologia e conhecimento para desenvolver o sector agrário. “Moçambique tem muita terra agrícola e, com boa gestão, poderá produzir para o mercado local e até exportar para a Europa”, garantiu.
Segundo Gume, o mercado interno está assegurado para novos investimentos na produção local, irrigação, mecanização e processamento industrial do arroz, assegurando ainda oportunidades nos sectores do turismo, energias renováveis, floricultura, pesca e aquacultura, áreas que também despertam interesse da Tailândia.
O dirigente sublinhou que o potencial não se limita ao arroz. “Moçambique tem uma enorme capacidade no agro-processamento, especialmente no processamento de frutas tropicais. As máquinas que esta missão traz representam exactamente a tecnologia necessária para reduzir perdas agrícolas e criar valor local”, afirmou, apelando a parcerias de longo prazo.
A cooperação surge num momento em que o Governo anunciou que passará a importar cereais, sobretudo arroz e trigo, com exclusividade através do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM). A medida pretende travar a saída ilegal de divisas, garantir o abastecimento e estabilizar os preços internos.
O sector privado reagiu com “profunda preocupação” quanto à viabilidade das suas operações e anunciou a criação de uma comissão especializada para dialogar com o Governo.
Fonte: Lusa
























































