As Nações Unidas (ONU) em Cabo Verde vão reforçar o trabalho com as autoridades cabo-verdianas através de um plano para 2026, de cerca de 17 milhões de euros, focado na transformação digital, economia azul e reforço do desenvolvimento local. A informação foi avançada, nesta sexta-feira (6), pela coordenadora residente da ONU no país, Patrícia Portela de Souza.
“O ano de 2026 é o penúltimo deste ciclo de cooperação entre as Nações Unidas e Cabo Verde. É um ano para integrar, acelerar e transformar. Temos três áreas que são aceleradoras-chave: a transformação digital, a economia azul e o desenvolvimento local”, afirmou a Patrícia de Souza, na cidade da Praia, durante a reunião anual que incluiu a assinatura do plano de trabalho conjunto.
Segundo a responsável, a transformação digital pretende modernizar os sistemas públicos, digitalizar serviços essenciais e reforçar as capacidades tecnológicas de pessoas e instituições, alinhando-se com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Na economia azul, considerada um “motor de crescimento” para o país, o plano prevê investimentos em áreas como pesca sustentável, valorização das cadeias produtivas e apoio a empreendedores do sector marítimo, apesar dos desafios decorrentes da “pressão sobre os recursos e da vulnerabilidade do país às alterações climáticas”.
No domínio do desenvolvimento local, serão fortalecidas iniciativas que promovam a inclusão social e o acesso a serviços em todas as ilhas, com atenção especial a mulheres, jovens, crianças, idosos e pessoas com deficiência.
O plano prevê ainda apoio a cadeias de valor agrícola, mapeamento de risco climático em 17 dos 22 municípios e plataformas que conectem a diáspora a projectos locais de saúde, educação e empreendedorismo.
Segundo Patrícia Portela de Souza, o objectivo é atingir 100% de execução financeira do plano, após uma taxa de 83% registada em 2025, explorando modelos inovadores de gestão e apoio técnico institucional para acelerar as acções e alcançar as comunidades mais remotas do arquipélago.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, José Luís Livramento, destacou que a parceria com o sistema das Nações Unidas tem contribuído para ganhos significativos em áreas como a redução da pobreza, o acesso à educação, a cuidados de saúde, água, energia, habitação e segurança alimentar.
O plano de trabalho assinado tem um montante de 20,3 milhões de dólares, dos quais 14,6 milhões de dólares já estão mobilizados, e “resulta de um processo de planificação participativo que envolveu instituições públicas, municípios, sociedade civil e sector privado, orientado para resultados concretos”.
Fonte: Lusa


























































