O Município de Maputo (CMCM) anunciou, nesta quinta-feira, 5 de Março, que as obras de saneamento urbano em curso na capital deverão ser concluídas em Maio próximo, noticiou a Agência de Informação de Moçambique (AIM).
Este esforço visa melhorar a infra-estrutura e a qualidade de vida na cidade, reconhecendo, entretanto, os constrangimentos que as intervenções têm causado à mobilidade urbana.
O anúncio foi feito pelo vereador de Infra-estruturas e Salubridade do CMCM, João Munguambe, em conferência de imprensa. Na ocasião, o governante explicou que a cidade tem actualmente dois grandes projectos estruturantes ligados ao saneamento urbano e à drenagem da baixa, ambos fundamentais para reduzir inundações e melhorar as condições sanitárias.
Segundo o vereador, o projecto de saneamento urbano, orçado em cerca de 16 milhões de dólares, financiado pelo Banco Mundial e pelo Governo, teve início em Novembro de 2023.
“Este projecto já devia ter terminado e regista atrasos significativos. Se tudo tivesse corrido conforme programado, aquela área da cidade já não enfrentaria os actuais constrangimentos”, afirmou.
Apesar dos atrasos, Munguambe garantiu que o município procura minimizar os impactos, abrindo ao tráfego os troços onde os trabalhos são concluídos. “Temos feito um esforço para, à medida que terminamos um troço, pavimentar e abrir ao tráfego. Existe ainda um troço na zona do Hospital de Chamanculo até à Avenida Acordos de Lusaka onde continuam os trabalhos”, explicou.
O responsável acrescentou que o último troço na Avenida Acordos de Lusaka deverá causar constrangimentos por cerca de 30 dias. “Vamos assegurar que, de facto, em Maio possamos ter estas obras concluídas”, disse.
Paralelamente, decorre o projecto de drenagem da baixa da cidade, iniciado em Abril de 2025, com duração prevista de 18 meses e igualmente financiado pelo Banco Mundial. De acordo com Munguambe, o grau de execução é de 35% e abrange várias artérias importantes da cidade.
“Decorrem trabalhos de implantação de colectores nas avenidas Josina Machel, Eduardo Mondlane, Julius Nyerere, Vladimir Lenine, Samora Machel, Filipe Samuel Magaia e Guerra Popular, entre outras vias”, referiu.

O vereador sublinhou que estas obras representam um marco histórico para Maputo. “Cinquenta anos após a independência nacional, é a primeira vez que a cidade assiste a intervenções desta magnitude no sistema de drenagem e saneamento”, destacou.
Segundo Munguambe, os projectos visam resolver problemas antigos que afectam a baixa da cidade durante a época chuvosa. “Sempre que chovia, a baixa ficava inundada. Estas intervenções visam resolver esses problemas e tornar a zona mais segura para os negócios e com melhor mobilidade urbana”, destacou.
O governante reconheceu ainda os desafios de coordenação entre diferentes projectos em execução na cidade, muitos com financiamentos e calendários distintos. “O nosso papel é articular estas intervenções para reduzir ao mínimo os impactos para os munícipes”, explicou.
Entretanto, Munguambe admitiu que nem sempre a comunicação sobre os constrangimentos chega a todos os cidadãos. “Procuramos fazer a comunicação através dos meios de comunicação social, mas nem todos conseguem obter ou relacionar essa informação com um local específico”, frisou, acrescentando: “Vamos reforçar a sinalização nas zonas de intervenção, de modo que os munícipes saibam antecipadamente quando uma via está bloqueada e possam tomar decisões alternativas”, concluiu.
























































