A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) anunciou a realização de quatro sessões de consulta pública para apresentar e recolher contributos sobre o projecto da nova central hidroeléctrica a construir na margem norte da barragem de Cahora Bassa, na província de Tete. As consultas decorrem entre 17 e 24 de Março, abrangendo o distrito de Cahora Bassa, o distrito de Marávia, a cidade de Tete e, por fim, a cidade de Maputo.
Segundo informou a Lusa, a iniciativa enquadra-se no processo de actualização do Estudo de Impacto Ambiental e Social, considerado necessário face ao período decorrido desde a elaboração do projecto inicial e às alterações introduzidas na legislação ambiental moçambicana.
Designada Central Norte de Cahora Bassa, a nova infra-estrutura deverá ter uma capacidade instalada de 1245 megawatts (MW), assegurada por três grupos geradores. Com esta expansão, a capacidade total de produção da Hidroeléctrica de Cahora Bassa deverá passar dos actuais 2075 MW para 3330 MW, reforçando de forma significativa o abastecimento de energia eléctrica no País e na região da África Austral.
De acordo com dados técnicos do projecto, a configuração estrutural da central mantém-se alinhada com o plano de engenharia aprovado em 2014, não estando previstas alterações relevantes ao desenho original das obras.
No que respeita ao financiamento, a estratégia definida pela empresa prevê que 60% do investimento seja assegurado por capitais próprios da HCB, enquanto os restantes 40% deverão ser mobilizados através de parceiros externos.
O arranque da construção está projectado para 2028, sendo esperado um impacto económico significativo, particularmente na província de Tete. Durante a fase de construção deverão ser criados cerca de 1500 postos de trabalho, número que deverá reduzir para aproximadamente 50 técnicos especializados após a entrada em funcionamento da central.
A expansão da capacidade de produção de Cahora Bassa é considerada um passo estratégico para consolidar Moçambique como um dos principais pólos energéticos da África Austral, num contexto em que a procura regional por electricidade continua a crescer.

























































