A União Europeia (UE) anunciou, nesta quinta-feira, 5 de Março, na Galeria do Porto de Maputo, o lançamento do PROCULTURA 2, uma nova fase do programa de apoio às indústrias culturais nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste, orçada em 10 milhões de euros.
A iniciativa visa dar continuidade aos resultados do primeiro ciclo, que nos últimos seis anos transformou a realidade cultural da região, mobilizando criadores, fortalecendo instituições e promovendo indústrias culturais locais.
O anúncio foi feito pelo encarregado de Negócios da Delegação da UE em Moçambique, Duarte Graça, que destacou o papel estratégico da cultura na construção de identidade, criatividade e oportunidades económicas. “O PROCULTURA demonstrou como o investimento em cultura é um catalisador de transformação social e económica. Agora, com o PROCULTURA 2, queremos chegar ainda mais perto de quem cria, apoiando projectos locais e emergentes com impacto directo nas comunidades”, afirmou.
Entre os resultados do programa anterior, Duarte Graça destacou iniciativas como a criação de cursos técnicos em gestão cultural, cinegrafia e produção de som e luz, já integrados na Universidade de Cabo Verde. Em Moçambique, o projecto Resistência e Afirmação Cultural reuniu artistas de vários países, resultando num acervo de instrumentos tradicionais e apresentações que celebraram a diversidade cultural.
Segundo Duarte Graça, o PROCULTURA 2 não se limitará a financiar projectos culturais. Entre as suas prioridades estão a mobilidade de artistas e profissionais, o reforço institucional e a criação de condições para que operadores culturais expandam a sua presença em mercados regionais e globais. Além disso, o programa integra-se na iniciativa Africa/Europe Partnerships for Culture, ampliando a cooperação cultural entre África e Europa e reforçando a estratégia Global Gateway da União Europeia.
O investimento global da iniciativa ultrapassa os 80 milhões de euros, incluindo o PROCULTURA 2, e tem como objectivo criar um ecossistema cultural sustentável, inclusivo e capaz de gerar oportunidades económicas reais para os sectores criativos dos países envolvidos.
O responsável concluiu reafirmando o compromisso da UE com os profissionais da cultura: “Facilitar o acesso a recursos, mercados e plataformas é essencial para garantir que os sectores culturais continuem a crescer e a prosperar, consolidando a cultura como motor de desenvolvimento e criatividade para todos os cidadãos.”
O PROCULTURA – Promoção do Emprego nas Actividades Geradoras de Rendimento no Sector Cultural nos PALOP e Timor-Leste é uma acção da Parceria Estratégica UE-PALOP-TL, financiada pela União Europeia, co-financiada e gerida pelo Camões, e também co-financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Texto: Germano Ndlovo

























































