O conflito no Médio Oriente, que já vai no quarto dia e está a ter cada vez mais ramificações, está a gerar grande incerteza nos mercados bolsistas, com as praças europeias a mostrarem esta segunda e terça-feira uma grande aversão ao risco.
O ouro até chegou a capitalizar com a procura por activos-refúgio nesta segunda-feira (2), aproximando-se dos 5400 dólares, mas na sessão desta terça-feira o metal amarelo está a ser pressionado pela valorização do dólar, o que torna o investimento em ouro mais caro para negociadores noutras divisas.
Neste contexto, o ouro recua 0,56% para os 5292,27 dólares por onça, enquanto a prata cai 5,20% para os 84,73 dólares por onça.
“O impacto dos acontecimentos geopolíticos, especialmente as guerras, tende a ser antecipado e a reflectir-se rapidamente nos mercados. (…) Se a situação não escalar, a influência sobre os metais preciosos poderá diminuir gradualmente ao longo do tempo”, analisa Han Xiao, director-geral da Zhishui Investment Management, citado pela Bloomberg.
O potencial aumento dos preços da energia, à boleia da subida do preço do petróleo e do gás natural, pode também fazer acelerar a inflação, podendo levar a ajustes de política monetária, o que no caso dos Estados Unidos da América está a criar dúvidas sobre quando a Reserva Federal (Fed) poderá avançar com novos cortes nas taxas de juro directoras.
























































