A crescente dependência de África dos empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI) tem vindo a aumentar à medida que os Governos enfrentam encargos de dívida cada vez maiores e restrições orçamentais.
Desenvolvimentos recentes em Moçambique e África do Sul, conforme reportado pela Reuters, demonstram os desafios económicos reais que dívidas elevadas junto do FMI podem causar.
Em Fevereiro, o Fundo emitiu um alerta severo sobre a situação orçamental de Moçambique. A instituição afirmou que os compromissos de dívida em ascensão, especialmente os custos de serviço de empréstimos externos, estão a pressionar o orçamento do Governo e a restringir o acesso a financiamento adicional. O País tem agora de encontrar um equilíbrio difícil entre controlar a dívida existente e preservar serviços públicos essenciais e investimentos em infra-estrutura.
O FMI avisou que a estabilidade económica e o desenvolvimento poderão ser comprometidos se medidas de austeridade orçamental não forem implementadas imediatamente.
A África do Sul oferece um caso paralelo, embora ligeiramente diferente, segundo outro relatório da Reuters.
No início deste mês, funcionários do FMI apelaram a Pretória a estabelecer um limite claro de dívida para lidar com o crescente endividamento do Estado, que actualmente atinge quase 78% do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar de a economia estar a crescer modestamente, níveis excessivos de dívida limitam a capacidade do Governo de financiar metas essenciais, como educação e infra-estrutura energética.
O credor internacional salientou que leis de dívida precisas podem evitar empréstimos excessivos e reforçar a confiança dos investidores. Os casos de Moçambique e da África do Sul reflectem uma realidade mais ampla em África: dívidas elevadas junto do FMI podem comprimir os orçamentos estatais, reduzir a flexibilidade fiscal e dificultar o progresso económico.
Os Governos podem ser forçados a priorizar o pagamento da dívida em detrimento de despesas críticas, colocando em risco programas sociais, desenvolvimento de infra-estruturas e crescimento industrial.
Além disso, a dependência excessiva de financiamento externo expõe as economias à instabilidade das taxas de câmbio e às flutuações das taxas de juro globais.
As orientações do FMI a Moçambique e à África do Sul sublinham a necessidade urgente de disciplina orçamental, maior mobilização de receitas e políticas definidas de gestão da dívida.
Embora os empréstimos da instituição financeira forneçam alívio temporário e assistência ao desenvolvimento, estes dois países demonstram as consequências de longo prazo de uma dívida externa excessiva.
Seguem-se os países africanos com a maior dívida junto do Fundo Monetário Internacional, segundo dados do seu site:

Fonte: Business Insider Africa


























































