A África do Sul perdeu a sua posição histórica como principal processador mundial de crómio em ferrocrómio para a China, numa altura em que o aumento acentuado das tarifas de electricidade continua a afectar severamente o sector de fundição, altamente intensivo em energia.
A produção de ferrocrómio — uma liga de crómio e ferro utilizada sobretudo na produção de aço inoxidável — exige enormes quantidades de electricidade, tornando as tarifas energéticas um factor determinante para a competitividade global.
Desde 2008, os custos de electricidade na África do Sul aumentaram mais de 900%, levando ao encerramento de dezenas de fundições.
Segundo o ministro da Electricidade, Kgosientsho Ramokgopa, apenas 11 dos 66 fornos possíveis se encontram actualmente operacionais, tendo classificado a situação como um “duro golpe para a produção industrial e o emprego.”
Ramokgopa afirmou que as medidas iniciais de alívio incidirão sobre duas fundições que já iniciaram processos de despedimento, estando igualmente em consideração um apoio tarifário mais amplo para o sector. Acrescentou que a intervenção governamental poderá restaurar significativamente as operações.
“Como resultado desta intervenção, esperamos que até Dezembro deste ano tenhamos 45 fundições em funcionamento e, até Dezembro de 2027, 49 fundições operacionais”, declarou durante uma conferência de imprensa.
África do Sul avança com redução de custos energéticos
Analistas afirmam que os cortes tarifários sinalizam uma mudança de política orientada para a preservação do emprego e a revitalização do processamento a jusante.
Contudo, a recuperação da posição dominante da África do Sul na produção de ferrocrómio dependerá da capacidade das reformas energéticas em assegurar um alívio sustentado dos custos num sector de margens reduzidas e de concorrência global crescente, em particular por parte da China.
Fonte: Business Insider Africa

























































