Os principais índices asiáticos encerraram a negociação com fortes perdas, à medida que o conflito no Médio Oriente segue a abalar os mercados ao nível global. Os futuros dos Estados Unidos da América (EUA) seguem a ceder mais de 1%, enquanto pela Europa recuam mais de 2% nesta manhã.
Pelo Japão, o Nikkei caiu 1,35%, ao passo que o Topix perdeu 1,02%. Já o sul-coreano Kospi recuou 1%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong desvalorizou 2,30% e o Shanghai Composite somou 0,47%. Por Taiwan, o TWSE cedeu 0,90%.
Os investidores estão a aproveitar agora para se afastarem de activos de risco como é o caso das acções, à medida que se regista um forte aumento dos preços do petróleo e do ouro.
O impacto sobre o petróleo e a inflação é uma preocupação primordial nos mercados neste momento que, no mês passado, viram as acções dos EUA registarem a sua pior queda desde Abril. “Não estou a descartar a possibilidade de uma nova escalada, mas acho que é mais provável que o mercado reverta a reacção exagerada anterior e adopte uma postura de esperar para ver”, disse à Bloomberg Dilin Wu, da Pepperstone. “Embora o Irão tenha montado alguma resistência, a sua capacidade é claramente limitada, e a negociação pode muito bem ser o caminho mais viável”, acrescentou.
Pela Ásia, os bancos lideraram as quedas, juntamente com tecnológicas e farmacêuticas. Já as mineradoras e as empresas de transporte marítimo contrariaram a tendência de perdas.
A “alta dependência do Japão do petróleo do Médio Oriente” provavelmente prejudicará o sentimento em relação às acções à medida que a crise no Irão se desenrola, explicou à agência de notícias financeiras Nobuhiko Kuramochi, vice-presidente do Parasol Research Institute. Sectores sensíveis ao petróleo, como o de transportes, estarão entre os mais afectados, acrescentou. Nesta linha, analistas do Citigroup reviram em baixa a classificação das acções japonesas de “sobreponderadas” para “subponderadas”, citando preocupações de que “o Japão tende a ter um desempenho inferior quando se regista um aumento dos preços do petróleo”.
Noutros pontos do mercado, acções de companhias aéreas japonesas também registaram fortes perdas, com a Japan Airlines e a ANA Holdings a ceder mais de 5%. “A guerra nunca é boa para as viagens aéreas civis, e os custos mais altos do petróleo também vão diminuir a procura” por voos, escreveu Andrew Jackson, da Ortus Advisors. Em contrapartida, refinarias e exploradoras de petróleo como a Inpex (+6,08%) e a Japan Petroleum Exploration (+11,91%) ganharam terreno.

























































