A Mercedes-Benz anunciou o lançamento do seu novo SUV compacto com aptidões fora de estrada, conhecido internamente como “Little G”, que contará com versões híbrida e 100% eléctrica. A decisão de incluir uma motorização híbrida surge após o abrandamento da procura por veículos exclusivamente eléctricos em alguns mercados.
O modelo, que deverá posicionar-se como uma alternativa mais acessível ao icónico Classe G, será desenvolvido com duas filas de bancos e tracção integral de série. A versão híbrida adoptará o mesmo sistema previsto para o coupé de quatro portas (com sigla em inglês, CLA), que combina um motor 1.5 turbo de quatro cilindros com um motor eléctrico integrado na caixa de velocidades. No CLA, este conjunto debita 211 cavalos de potência e 380 Nm de binário para permitir uma aceleração dos zero aos 100 km/h em 7,1 segundos.
A variante eléctrica manterá o plano inicial da marca alemã e deverá contar com dois motores eléctricos, um por eixo, para assegurar tracção integral. O sistema será alimentado por uma bateria de 85 kWh de química NMC, que poderá garantir uma autonomia máxima até 724 km, em ciclo WLTP. O valor supera os cerca de 450 km anunciados para o G580 com tecnologia EQ.
O novo SUV assentará numa plataforma de travessas e longarinas, arquitectura tradicionalmente associada a modelos com maior robustez estrutural e melhor desempenho fora de estrada. O veículo incluirá ainda um sistema de vectorização de binário, concebido para replicar as capacidades todo-o-terreno do Classe G.
A marca prevê posicionar o “baby G” com um preço aproximadamente 50% inferior ao do Classe G, estratégia que visa alargar o acesso ao universo G a um público mais vasto. O principal concorrente identificado será o futuro Land Rover Defender Sport, também com estreia prevista para 2027.
O director de operações da Mercedes-Benz, Markus Schäfer, confirmou à revista Autocar que o “Baby G” manterá uma estrutura de carroçaria assente sobre chassis de longarinas, à semelhança do seu “irmão maior”, o Classe G. Esta configuração sugere que o novo SUV compacto deverá preservar capacidades relevantes para a condução fora de estrada.
Apesar dessa base estrutural semelhante, Schäfer sublinhou que o modelo contará com “muitos” componentes totalmente exclusivos. Segundo o responsável, nem mesmo as maçanetas das portas serão partilhadas com o Classe G convencional, para reforçar a ideia de que o “Baby G” terá identidade própria na gama.



Fonte: Auto Drive
























































