As principais praças asiáticas encerraram a sessão desta quinta-feira (26) maioritariamente em alta, ainda a beneficiar de uma recuperação nas acções tecnológicas globais após receios de uma disrupção causada pela Inteligência Artificial (IA), que dá agora sinais de abrandamento, em linha com os óptimos resultados da Nvidia.
A fabricante de chips norte-americana até conseguiu registar o melhor crescimento homólogo de sempre a nível de receitas, que dispararam 73% para 68,13 mil milhões de dólares no último trimestre fiscal de 2026, mas as expectativas monumentais em torno da empresa deixaram os investidores pouco impressionados com as contas.
Numa reacção inicial, as acções da Nvidia subiram mais de 2% no mercado pós-negociação, mas horas depois estavam a ser negociadas com ganhos modestos. O impulso inicial foi suficiente para estabelecer novos recordes na Ásia, com o principal índice do continente, o MSCI AC Asia Pacific Index a atingir máximos históricos, mas é improvável que o optimismo prevaleça na Europa e nos Estados Unidos da América (EUA). As negociações de futuros do Euro Stoxx 50 apontam para uma abertura praticamente inalterada, enquanto os mercados accionários dos EUA devem começar em baixa.
“As expectativas dos investidores em relação à Nvidia já estavam altamente incorporadas [no mercado], deixando pouco espaço para mais ganhos”, explica Dilin Wu, estratega de Research do Pepperstone Group, à Bloomberg. Embora a Nvidia tenha enfatizado um crescimento robusto na procura por computação de IA e margens temporariamente resilientes, “a potencial ameaça à sua quota de mercado por parte dos chips proprietários [semicondutores desenvolvidos especificamente por uma empresa para o seu próprio ecossistema]” não foi totalmente abordada, acrescenta.
No Japão, mais uma vez, foi dia de recordes, com o Nikkei 225 a acelerar 1,1% e a atingir pela terceira sessão consecutiva um novo máximo histórico, desta vez nos 59 199,31 pontos. O mais recente impulso nas acções nipónicas, apelidado de “Takaichi trade”, vem das políticas orientadas para o crescimento económico da primeira-ministra, que os investidores acreditam que darão um impulso às acções, ao mesmo tempo que pressionam o iene através de uma política monetária mais flexível.
O sul-coreano Kospi e o australiano S&P ASX 200 também atingiram novos máximos históricos, ao crescerem 1,68% e 0,8%, respectivamente, enquanto pela China, a sessão ficou marcada por algum pessimismo. O Hang Seng, de Hong Kong, terminou a negociação no vermelho, com perdas de 0,62%, enquanto o Shanghai Composite encerrou praticamente inalterado, com perdas de 0,01%.
A limitar os ganhos está a decisão de Donald Trump, Presidente dos EUA, de aumentar as tarifas globais para 15%. Apesar de o ter anunciado no passado fim-de-semana, até agora, o líder norte-americano só tinha assinado uma ordem executiva para elevar estas taxas aduaneiras para 10%. No entanto, Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, já disse que esta subida deverá acontecer nos próximos dias.

























































