O Presidente da República (PR), Daniel Chapo, desafiou, esta quinta-feira (26), os novos graduados da Polícia da República de Moçambique (PRM) a erradicar os crimes de rapto e a reforçar o combate à corrupção, defendendo que só com paz e segurança será possível atrair investimento interno e externo. O chefe do Estado sublinhou que a confiança dos empresários depende da garantia da vida e dos seus negócios.
“Com a entrada em acção deste grupo de graduados, a nossa expectativa é que temos de continuar a apertar ainda mais o cerco da indústria de raptos em Moçambique até ficar para história. Por isso, é preciso acabar com os raptos para que os investidores confiem no nosso país, na segurança do seu investimento, da sua vida e na vida de cada um de nós como moçambicanos”, disse.
Segundo o também comandante em chefe das Forças de Defesa e Segurança, o País carece de uma segurança institucional sólida, capaz de assegurar previsibilidade na manutenção da vida dos investidores e dos seus negócios. “Não há desenvolvimento e nem crescimento económico sem paz e segurança”, frisou, acrescentando que a estabilidade social devolve a confiança ao povo.
“Cada empresário que se sente seguro investe mais em Moçambique. Ao desmantelarmos as redes criminosas, não estamos apenas a prender infractores, estamos a restaurar a confiança no País, na economia moçambicana, na justiça e na autoridade do Estado”, declarou. Daniel Chapo falava na 21.ª cerimónia de graduação na Academia de Ciências Policiais (ACIPOL), em Marracuene, província de Maputo.
Na ocasião, apesar de não avançar dados, o Presidente notou que o País já regista uma redução dos crimes de rapto. “Hoje, notamos, com satisfação, que, fruto do esforço coordenado das Forças de Defesa e Segurança, registámos nos últimos meses, uma melhoria significativa deste fenómeno”, afirmou, sublinhando igualmente a identificação dos praticantes destes crimes.
Por outro lado, destacou melhorias no combate à corrupção, referindo que há inúmeros destaques desses casos na comunicação social, embora se tenha escusado a entrar em detalhes por respeito à presunção de inocência.
“Para todos os efeitos, esperamos que os graduados venham aumentar a pressão e o controlo contra os corruptos que sugam os poucos recursos do Estado e do povo moçambicano”, apelou, advertindo: “Sabemos que haverá resistência, mas vamos continuar a trabalhar para que esses crimes passem à história.”
Fonte: MZNews






















































