O barril de petróleo está a negociar em alta nesta quarta-feira (25), levando a matéria-prima a aproximar-se de máximos de sete semanas, após o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, ter reforçado a ideia de que o Irão está mesmo a construir um arsenal nuclear, naquele que foi o mais longo discurso do Estado da União da história. Os comentários foram suficientes para aumentar a especulação de que os EUA estão a preparar-se para uma intervenção militar, apesar de estar previsto que Washigton e Teerão se sentem à mesa de negociações já na quinta-feira.
Nesta manhã, o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – avança 0,55%, para os 66,04 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – valoriza 0,48% para os 71,11 dólares por barril. Na sexta-feira (20), o Brent atingiu máximos de 31 de Julho, enquanto o WTI alcançou o valor mais elevado desde 4 de Agosto do ano passado, com ambos a beneficiarem de uma escalada de tensões no Médio Oriente.
“Prefiro resolver este problema através da diplomacia, mas uma coisa é certa: nunca permitirei que o maior patrocinador do terrorismo do mundo, que é o que eles [Irão] são, tenha uma arma nuclear”, atiçou o Presidente dos Estados Unidos, num discurso de quase duas horas. Apesar disto, Donald Trump reiterou que o programa nuclear de Teerão tinha sido “obliterado” com os ataques de Junho do ano passado, que tiveram como alvo três infra-estruturas iranianas.
O Irão insiste que o seu programa atómico tem fins pacíficos e nega que esteja a procurar construir armas.
Ao mesmo tempo, os EUA têm vindo a aumentar a sua presença militar no Médio Oriente a uma magnitude que já não se observava desde a invasão norte-americana ao Iraque, sob o pretexto de destruir as alegadas armas de destruição maciça que o país teria. Qualquer conflito na região, principalmente com o Irão, pode levar a graves disrupções no abastecimento de crude a nível global, caso Teerão decida retaliar com o encerramento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido em todo o mundo.
























































