O movimento de mercadorias cresceu 3% nos portos de Cabo Verde durante o ano de 2025, mas a circulação de passageiros diminuiu 5%, segundo dados divulgados pela Empresa Nacional de Administração dos Portos (Enapor).
De acordo com uma notícia da Lusa, o movimento de mercadorias cresceu para cerca de três milhões de toneladas. O aumento, em termos homólogos, registou-se sobretudo na ilha do Sal (mais 56 mil toneladas), onde funcionam os principais hotéis do arquipélago, sendo o turismo o motor da economia do país.
Os portos da Praia e das ilhas da Boa Vista, Santo Antão, São Nicolau e Maio também registaram aumentos, enquanto nas ilhas Brava, do Fogo e de São Vicente a movimentação de mercadorias recuou face a 2024.
Um total de 57% do movimento de mercadorias nos portos do país corresponde a navegação de longo curso (sendo o restante cabotagem), e só cerca de um terço está guardada em contentores.
As ilhas de Santiago e de São Vicente continuam a concentrar mais de dois terços da movimentação de mercadorias.
No que respeita aos viajantes, o ano de 2025 totalizou cerca de milhão e meio de passagens nos portos (somando embarques, trânsito e desembarques), com o Porto Grande de São Vicente a ser responsável por 38% da circulação.
Com excepção de Porto Novo (ilha de Santo Antão), todos os portos registaram uma redução no movimento de passageiros em relação a 2024, sendo a mais expressiva na capital, Praia.
A CV Interilhas (empresa concessionária do transporte no arquipélago) já havia indicado à Lusa que o movimento marítimo tinha sofrido uma redução em 2025, afectado por condições adversas de navegação, avarias e acidentes com navios.
A movimentação de navios recuou 11%, apesar da inauguração do porto de cruzeiros de São Vicente. A tempestade Erin provocou nove mortes e destruição generalizada naquela ilha, em Agosto de 2025, comprometendo as actividades económicas durante várias semanas.



























































