A subsidiária logística da estatal Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) adquiriu dois barcos-piloto para reforçar as operações de apoio marítimo ao sector de petróleo e gás e ampliar a capacidade de resposta à crescente procura, anunciou esta quarta-feira, 18 de Fevereiro, a empresa em comunicado, citado pela Lusa.
Com estas aquisições, a CFM Logistics passa a contar com sete embarcações na sua frota. Os novos meios encontram-se posicionados no Porto de Nacala, na província de Nampula, um dos principais corredores logísticos do País, com vista a reforçar a prontidão operacional naquela infra-estrutura estratégica.
Segundo a empresa, as embarcações têm 13,40 metros de comprimento, atingem velocidade até 20 nós e dispõem de autonomia aproximada de 300 milhas náuticas. Estão equipadas com motorização dupla, sistemas modernos de navegação e elevados padrões de segurança.
A CFM Logistics sustenta que os novos barcos permitirão maior eficiência nas manobras portuárias e redução dos tempos de espera, acompanhando o aumento do movimento de navios, sobretudo no contexto da dinâmica dos projectos de petróleo e gás no norte do País.
Crescimento da indústria energética impulsiona investimento
No comunicado, a direcção da empresa sublinha que “a aquisição destas embarcações reforça significativamente a nossa capacidade operacional. Hoje contamos com sete embarcações a operar nos portos de Nacala, Pemba e Afungi, permitindo-nos prestar um serviço mais eficiente e responder aos desafios do crescimento da indústria”.
A empresa esclarece que esta compra integra um pacote de investimento estimado em cerca de 15 milhões de dólares em meios flutuantes até 2026. O objectivo é modernizar e ampliar a frota, bem como consolidar a presença da subsidiária na cadeia de valor logística do sector energético, em alinhamento com as orientações do Governo para maior participação do Estado na indústria extractiva.
Estratégia de consolidação na cadeia logística
A CFM Logistics iniciou operações em Julho de 2024, com foco no apoio às petrolíferas em fase de pesquisa e produção ‘onshore’ e ‘offshore’, no Porto de Nacala. Na altura, a empresa avançou com a aquisição de dois rebocadores e dois barcos-piloto, marcando a sua entrada formal no segmento especializado de apoio marítimo à indústria energética.
Para o administrador, Agostinho Langa Júnior, a criação da subsidiária representa “a resposta à orientação do Governo para a participação e envolvimento na indústria de petróleo e gás enquanto actor relevante, fazendo o aproveitamento do que melhor sabemos fazer, que é a logística e manuseamento portuário. Fizemo-lo depois de uma avaliação e interacção e diálogo com parceiros e clientes e outros actores do sector”, afirmou.
Especializada em serviços de logística integrada, com presença nos portos de Nacala, Pemba e Afungi, a empresa assume uma visão estratégica orientada para o crescimento sustentável da logística nacional, procurando posicionar o País como plataforma competitiva no apoio aos grandes projectos energéticos em curso.


























































