Pelo menos quatro pessoas perderam a vida, uma ficou gravemente ferida e cerca de 500 foram afectadas pela passagem do ciclone tropical intenso Gezani na província de Inhambane, no sul do País, segundo dados divulgados neste sábado (14), pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
Dos quatro óbitos, um deveu-se a descargas atmosféricas e três ocorreram por uma queda de um coqueiro por cima dessas três pessoas”, afirmou Luísa Meque, presidente do INGD, em Inhambane, durante a apresentação dos dados preliminares do impacto do ciclone.
Segundo a responsável, pelo menos 1253 casas foram danificadas, especificando que foram afectadas 67 escolas, 200 salas de aulas, oito unidades de saúde e três postos policiais. Também 28 postes de energia, seis edifícios públicos e dois sistemas de abastecimento de água sofreram danos.
O ciclone tropical intenso Gazeni atingiu a província de Inhambane na noite de sexta-feira (13), afectando os distritos de Vilanculos, Massinga, Maxixe, Morrumbene, Inhambane e Jangamo, segundo Luísa Meque.
“Ainda estamos a trabalhar para ter dados definitivos. As equipas ainda continuam no terreno. Temos um grande trabalho também na reposição da corrente eléctrica para alguns distritos”, referiu a presidente do INGD.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) anunciou na tarde deste sábado que o ciclone tropical intenso Gezani já não constitui perigo para o País e as autoridades admitem que os deslocados podem começar a regressar a casa.
“Importa informar que o ciclone tropical passou e, felizmente, passou afastado da costa de Inhambane, não entrou para o continente e isto fez com que os impactos também fossem reduzidos”, disse Adérito Aramuge, director-geral do INAM, em declarações aos jornalistas em Inhambane.
De acordo com o responsável do INAM, o ciclone passou pela costa e está a deslocar-se de novo em direcção ao Oceano Índico, “pelo que estão criadas as condições normais para se fazer a monitorização do estado do tempo”.
Luísa Meque anunciou que as populações nos centros de acomodação em Maxixe, uma das áreas afectadas pelo ciclone em Inhambane, podem regressar às respectivas casas.
“Do trabalho feito em Maxixe, visitamos alguns bairros e vimos de facto que as condições são favoráveis para que as famílias existentes neste centro possam regressar. Estamos aqui a transmitir, trazermos o conforto para as famílias, fomos ver que já está, pelo menos há condições para elas, depois do almoço, poderem regressar para as suas residências”, disse Meque.
Presidente apelou à retirada preventiva das zonas de risco
O Presidente da República, Daniel Chapo, apelou na sexta-feira (13) às populações para se “retirarem das zonas de risco” do ciclone Gezani, poucas horas antes da intempérie atingir a província de Inhambane com ventos até 250 quilómetros por hora.
“Não temos como travar o ciclone, mas o que temos de fazer é minimizar os danos e, depois de passar o ciclone, estaremos no terreno para avaliar o impacto e, em seguida, elaborar um plano de recuperação pós-ciclone e pós-cheias ao nível do nosso País.”
O INAM alertou que o ciclone Gezani ia atingir Moçambique como ciclone tropical intenso, com rajadas de vento até 250 quilómetros por hora, na província de Inhambane.
Pelo menos 40 pessoas morreram em Madagáscar durante a passagem do ciclone Gezani, que atingiu com força na terça-feira (10) à noite a segunda maior cidade do país, Toamasina, segundo um novo balanço das autoridades malgaxes.
Desde Outubro, início da época chuvosa, o País registou pelo menos 202 mortos, 291 feridos e 852 285 pessoas afectadas, segundo uma actualização do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
Fonte: Lusa

























































