A administradora do distrito de Jangamo, em Inhambane, informou que várias infra-estruturas ficaram sem tecto, entre casas, escolas e centros de saúde, na sequência da passagem do ciclone tropical intenso Gezani naquela província, noticiou a Lusa, neste sábado, 14 de Fevereiro.
Segundo a agência, a administradora do distrito de Jangamo, Cénia Maela, afirmou: “É um pouco prematuro falar sobre dados. A única realidade é que temos algumas infra-estruturas escolares, centros de saúde, certos locais que também tiveram alguma perda de cobertura.”
A administradora avançou que as autoridades estiveram no terreno, a aguardarem que a tempestade abrandasse, para avaliar os impactos do ciclone tropical intenso, que atingiu Inhambane na noite desta sexta-feira (13).
“Vamos ao terreno para avaliar a situação, ver como está a população, como estão aqueles que perderam as suas casas, como estão a ser acomodados e todos os outros procedimentos relacionados com a mitigação após este ciclone”, referiu Cénia Maela.
A responsável prometeu partilhar dados “um pouco mais concretos”, mais tarde, sobre a situação do distrito após a intempérie. “Neste preciso momento não teria muita informação substancial para aferir se o distrito foi mais afectado ou não (…), mas é real que tivemos prejuízos depois do ciclone, sim”, concluiu.
O ciclone tropical intenso Gezani atingiu a costa de Inhambane na sexta-feira, com vento médio de 200 quilómetros por hora e rajadas até 250 quilómetros por hora.
Na última actualização, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) previu também o registo de chuvas acima de 150 milímetros em 24 horas, principalmente nos distritos de Jangamo, Govuro, Inhassoro, Vilanculo, Massinga, Morumbene, Homoíne, Panda, Inharrime, Zavala e cidades de Maxixe e Inhambane.
Estavam também previstas chuvas entre 50 e 150 milímetros em 24 horas nos distritos de Mabote e Funhalouro, também em Inhambane, Machanga, em Sofala (centro), e Gaza (sul), principalmente nos distritos de Mandlakazi, Chongoene, Chibuto, Chigubo, Limpopo e na cidade de Xai-Xai, já afectada pelas cheias de Janeiro.
Desde Outubro, início da época chuvosa, Moçambique registou pelo menos 202 mortos, 291 feridos e 852 285 pessoas afectadas, segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD)
“Não temos como travar o ciclone, mas o que temos de fazer é minimizar os danos, e depois de passar o ciclone precisamos de estar no terreno. Vamos lá estar para podermos avaliar os impactos e depois fazermos um plano de recuperação pós-ciclone e pós-cheias ao nível do nosso país”, disse o chefe do Estado.
Pelo menos 40 pessoas morreram em Madagáscar durante a passagem do ciclone Gezani, que atingiu com força na terça-feira (10) à noite a segunda maior cidade do país, Toamasina, segundo um novo balanço das autoridades malgaxes.
Desde Outubro, início da época chuvosa, o País registou pelo menos 202 mortos, 291 feridos e 852 285 pessoas afectadas, segundo uma actualização do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

























































