O director-geral do Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ), Geraldo Albazine, afirmou esta sexta-feira (13), durante um seminário sobre “Infra-Estrutura da Qualidade ao Serviço das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME)”, que reforçar normas de qualidade é essencial “para aumentar a competitividade das nossas organizações, proteger os consumidores e fortalecer a confiança nos nossos produtos e serviços”.
Geraldo Albazine destacou que a aplicação desta estratégia, sobretudo no sector agro-alimentar, contribui directamente para o desenvolvimento económico sustentável e para a criação de emprego em Moçambique. Segundo responsável, a normalização é uma ferramenta que permite coordenar esforços entre os sectores público, privado e académico, garantindo que as empresas cumpram normas nacionais e internacionais e acedam a novos mercados de forma segura.
O responsável sublinhou que “os desafios que enfrentamos a nível nacional e internacional exigem parcerias sustentáveis e uma cooperação contínua”, enfatizando a importância da participação conjunta de produtores, investigadores e reguladores.
Vânia Cardoso Dava, representante do Reino Unido, reforçou o papel internacional do seminário, afirmando que “o Governo do Reino Unido apoia o crescimento económico sustentável e inclusivo em Moçambique, financiando o programa “Parcerias de Normalização” implementado pelo Instituto Britânico de Normalização (BSI, sigla em inglês)”. A iniciativa desbloqueia oportunidades económicas e facilita o acesso das empresas moçambicanas a novos mercados.
Segundo a responsável, o programa promove “estabilidade económica, criação de emprego e oportunidades comerciais para as empresas”, fortalecendo MPME em parceria com o INNOQ, associações comerciais e o sector privado. O objectivo é consolidar uma base de qualidade que suporte o crescimento económico e a competitividade nacional.
A representante britânica destacou ainda a componente de inclusão de género, explicando que “empresas lideradas por mulheres podem beneficiar do fortalecimento e da capacitação necessária para competir nos mercados”. Assim, igualdade de género e desenvolvimento económico sustentável são integrados na estratégia de normalização.
O seminário teve igualmente como objectivo garantir que as empresas compreendam “as exigências técnicas do mercado e disponham das ferramentas necessárias para cumpri-las”, permitindo dinamizar o comércio e aumentar a competitividade nacional através da adopção de normas internacionais. Este passo é considerado crucial para melhorar a performance das empresas moçambicanas.
Por fim, Geraldo Albazine reiterou que eventos como o seminário realizado esta sexta-feira “representam uma oportunidade valiosa para trocarmos experiências, identificarmos boas práticas e reforçarmos sinergias”, consolidando a infra-estrutura de qualidade como motor de crescimento económico sólido e sustentável em Moçambique.
Texto: Florença Nhabinde




























































