A primeira-ministra Benvinda Levi afirmou que os ataques terroristas na região Norte de Moçambique, inviabilizaram o ritmo de desenvolvimento, admitindo que se trata de uma batalha que não vai ser vencida a “curto prazo”, mas que é possível ser controlada.
“Estamos a trabalhar para que Moçambique seja um país em paz. A situação do terrorismo no norte, de alguma forma, inviabilizou o nosso ritmo de desenvolvimento, mas o cenário já está a melhorar, contribuindo, inclusive, para a retoma do projecto da TotalEnergies”, descreveu.
Citada pela Lusa, a governante garantiu que, apesar dos ataques, o País possui condições de segurança para receber investimentos. “O terrorismo é, de facto, um factor que nos deve preocupar. Não é uma batalha que vai ser vencida a curto prazo, mas é possível controlar e minimizar o seu impacto, por meio do envolvimento de outros actores que já são conhecidos, e que nos têm apoiado nesta batalha.”
“Dos 2298 eventos violentos registados, 2133 envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique. A violência política no norte do País diminuiu significativamente no final de 2025, sendo Dezembro o auge da estação chuvosa, que restringe a mobilidade, tanto dos terroristas quanto das forças estatais e, consequentemente, reduz a capacidade de realizar operações”, descreveu a entidade.
Num relatório, a instituição esclareceu que “apesar desse decréscimo sazonal, forças estatais, moçambicanas e ruandesas, entraram em confronto com o Estado Islâmico ao longo da costa e no interior, indicando uma nova seriedade no enfrentamento do grupo.”
Desde Outubro de 2017, Cabo Delgado – província rica em recursos naturais, nomeadamente gás – tem sido palco de uma insurgência armada que já provocou milhares de mortos e originou uma crise humanitária com mais de um milhão de deslocados internos.
Em Abril de 2025, os ataques alastraram também à vizinha província do Niassa. Um dos episódios mais graves ocorreram na Reserva do Niassa e no Centro Ambiental de Mariri, no distrito de Mecula, onde grupos armados não estatais atacaram instalações, roubaram bens, destruíram acampamentos e uma aeronave do parque. Estes actos resultaram na morte de, pelo menos, duas pessoas, e levaram à deslocação de mais de dois mil indivíduos, dos quais 55% crianças.

























































