As cheias que se abatem sobre várias regiões de Moçambique desde o dia 7 de Janeiro já afectaram 170 253 famílias, totalizando 723 410 pessoas, segundo dados provisórios divulgados pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), com actualização até às 19h00 de segunda-feira (2).
O balanço mais recente dá igualmente conta de 23 mortos, 112 feridos e nove pessoas dadas como desaparecidas. Desde o início da época chuvosa, em Outubro, até ao presente, as autoridades registam um total acumulado de 153 óbitos, 254 feridos e 844 372 pessoas afetadas, em todo o território nacional.
O impacto das inundações tem sido severo nas infra-estruturas sociais e económicas. De acordo com o registo do INGD, foram parcial ou totalmente danificadas 4365 habitações — das quais 3548 ficaram parcialmente destruídas, 817 totalmente arrasadas e outras 165 946 inundadas. Estão ainda contabilizados estragos em 229 unidades sanitárias, 316 escolas, cinco pontes e cerca de 1992 quilómetros de estradas.
A área agrícola não escapou à calamidade. Foram atingidos 440 842 hectares de cultivo, dos quais 275 405 hectares considerados perdidos, afectando directamente a actividade de 314 780 produtores. A destruição do potencial produtivo agravou-se ainda com a morte de 408 115 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.
Actualmente, estão em funcionamento 77 centros de acomodação que albergam 76 251 pessoas deslocadas, enquanto decorrem acções de assistência humanitária nas zonas mais críticas. Diversos países e organizações internacionais, incluindo a União Europeia, Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Noruega, Suíça, Japão e Estados vizinhos, já enviaram ajuda de emergência.
Recorde-se que, perante o agravamento da situação, o Governo decretou a 16 de Janeiro o alerta vermelho nacional, ainda em vigor, com o objectivo de reforçar a coordenação das acções de socorro e mobilizar apoio adicional para as populações afectadas.























































