As principais praças asiáticas arrancaram Fevereiro em território negativo, com a Europa e Wall Street a apontarem para o vermelho, numa altura em que os investidores continuam a avaliar os impactos do sell-off do final da semana passada no mercado dos metais preciosos. As perdas estão a estender-se para esta segunda-feira (2) com o nervosismo a ser o sentimento dominante da sessão, numa semana marcada por decisões de bancos centrais, dados económicos e resultados trimestrais que podem servir – ou não – de novos catalisadores.
“Os investidores estão nervosos com a turbulência observada na sexta-feira no mercado de metais preciosos”, explica Tim Waterer, analista-chefe de Mercado da KCM Trade, à Bloomberg. “As vendas neste mercado, a meio de um aumento das margens [por parte da London Metal Exchange], estão a levar à liquidação de outros activos. Portanto, a queda no ouro e na prata está efectivamente a causar um efeito dominó no mercado”, acrescenta.
A turbulência levou o sul-coreano Kospi – um dos índices que mais “brilharam” no ano passado e que tinha arrancado o ano em grande força – a afundar 5,5%, o pior dia para a praça asiática desde o impacto do anúncio das tarifas “recíprocas” de Donald Trump, em Abril de 2025. Por sua vez, os chineses Hang Seng, de Hong Kong, e o Shanghai Composite deslizaram 3,2% e 2,5%, respectivamente.
Ambas as praças foram pressionadas tanto pelo sell-off no mercado dos metais preciosos, como também por uma redução da exposição das carteiras dos investidores às tecnológicas. Os traders estão, mais uma vez, receosos com uma possível “bolha” na Inteligência Artificial (IA) e os alertas reiterados de várias figuras proeminentes do sector, em conjunto com os resultados da Microsoft, só estão a adensar as preocupações.
Pelo Japão, o Nikkei 225 conseguiu aguentar-se melhor do que os seus pares, ao perder 1,25%, tendo mesmo arrancado a sessão em território positivo. O índice foi inicialmente suportado por sondagens que dão uma vitória esmagadora ao Partido Liberal Democrático da primeira-ministra Sanae Takaichi nas eleições da próxima semana. Se se confirmar, Takaichi fica com o caminho livre para aprovar políticas de estímulo económico agressivas, que podem vir, por sua vez, a pressionar o iene e os juros das obrigações nipónicas.
Na Europa, e depois de o Stoxx 600 ter fechado a maior série de ganhos mensais desde 2021, a negociação de futuros aponta para uma abertura em queda, com o Euro Stoxx 50 a cair mais de 1%. A época de resultados segue com toda a força no Velho Continente e, só esta semana, empresas que representam 30% da capitalização bolsista do continente vão apresentar contas ao mercado.

























































