Um grupo de empresas e organizações da sociedade civil na província de Sofala está a mobilizar recursos para apoiar as vítimas das cheias que afectam várias regiões do País. O apoio está a ser canalizado, com particular destaque, para o distrito do Búzi, localizado na província de Sofala, uma das zonas mais severamente atingidas pelas inundações, escreveu o jornal O País.
Num contexto em que milhares de famílias perderam bens e meios de subsistência, o sector privado e diversas organizações sociais decidiram unir esforços com o objectivo de responder às necessidades mais urgentes das populações afectadas pelas cheias registadas na província.
A iniciativa solidária tem como principal objectivo assegurar apoio imediato às famílias deslocadas, sobretudo nas áreas de alimentação, abrigo e assistência básica. Trata-se de uma resposta conjunta que visa aliviar o sofrimento causado pelas inundações e reforçar a capacidade de resposta humanitária no terreno.
No mesmo sentido, a Cornelder de Moçambique, empresa concessionária de terminais portuários, responsável pela gestão e operação de infra-estruturas portuárias, e o Rotary Club, organização internacional de serviço humanitário, composta por profissionais voluntários envolvidos em projectos sociais e comunitários, anunciaram apoio em insumos, juntando-se às acções em curso para mitigar o impacto das cheias sobre as comunidades afectadas em diferentes pontos do País.
Na província de Sofala, o distrito do Búzi continua a figurar entre as zonas mais críticas, com várias famílias obrigadas a abandonar as suas áreas de origem. Muitas deixaram para trás habitações, bens domésticos, culturas agrícolas, bem como infra-estruturas públicas e privadas destruídas pela força das águas.
Perante este cenário, o governador da província de Sofala, Lourenço Bulha, assegurou que o Governo provincial vai continuar a envidar esforços para apoiar as famílias afectadas, apesar de algumas já estarem a abandonar os centros de acolhimento.
As autoridades provinciais apelam à continuidade da solidariedade, numa altura em que os efeitos das cheias continuam a agravar a vulnerabilidade das comunidades afectadas e a pressionar as respostas de assistência humanitária em toda a província.























































