A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) transportou, no espaço de uma semana, um total de 3949 passageiros entre a província de Gaza e a cidade de Maputo, numa operação aérea de emergência activada em plena fase crítica das cheias que assolam o sul do País, segundo informou a Lusa.
Segundo dados avançados pela companhia, 2497 passageiros embarcaram no Aeroporto Filipe Jacinto Nyusi, localizado no distrito de Chongoene, em Xai-Xai, com destino à capital, enquanto 1452 realizaram o percurso inverso. Os voos, 66 no total, foram realizados com custos subsidiados, no quadro de medidas excepcionais de apoio às populações afectadas.
“Quando mais importa estamos lá”, afirmou a LAM, numa curta declaração publicada na sua página oficial na rede social Facebook, acompanhada de imagens da operação.
A ligação aérea extraordinária entre Maputo e Gaza foi introduzida em 19 de Janeiro, como resposta à interrupção da circulação terrestre na Estrada Nacional número 1 (N1), motivada pela subida das águas. A medida visou garantir o transporte urgente de bens essenciais e de equipas de socorro para as zonas mais atingidas.
De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), as cheias já provocaram 15 mortes e afectaram cerca de 700 000 pessoas nas últimas semanas, tendo destruído 3 527 habitações parcialmente, 794 de forma total e deixado 165 946 casas inundadas. Registam-se ainda 45 feridos e 10 desaparecidos, enquanto várias famílias continuam a aguardar auxílio em zonas isoladas do sul de Moçambique.
Desde o início da época chuvosa, em Outubro do ano passado, 139 pessoas perderam a vida, tendo sido contabilizados 148 feridos e mais de 820 000 afectados em todo o território nacional.
Em resposta ao agravamento da situação humanitária, a União Europeia, os Estados Unidos da América, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Noruega, Japão, bem como diversos países vizinhos, anunciaram o envio de ajuda humanitária de emergência.
As operações de resgate contam com o envolvimento de mais de uma dezena de meios aéreos, incluindo aeronaves da África do Sul, e com o apoio de embarcações privadas e da Marinha de Guerra moçambicana, numa mobilização inédita que se estende sobretudo pelas províncias de Maputo e Gaza.
























































