A Zâmbia decidiu aprofundar a sua cooperação em matéria de investimento e comércio com a China, revelando novas plataformas destinadas a ligar o país a investidores da Grande Baía e do bloco mais alargado da Organização de Cooperação de Xangai.
O embaixador da Zâmbia na China, Ivan Zyuulu, presidiu ao lançamento do Centro de Intercâmbio Económico e Comercial China-SCO e da Plataforma de Desenvolvimento de Guangdong e Macau, em Guangzhou.
A iniciativa surge na sequência de um acordo de cooperação assinado em Outubro de 2025 entre a Agência de Desenvolvimento da Zâmbia e o Comité de Desenvolvimento de Guangdong-Hong Kong-Macau do Centro de Intercâmbio Económico e Comercial China-SCO.
As plataformas baseiam-se nos resultados da Cimeira de Chefes de Estado da SCO de 2025, realizada em Tianjin, e têm como objectivo traduzir o envolvimento diplomático em actividade comercial.
O centro com sede em Guangzhou servirá como um hub para mobilizar empresas chinesas e da região da SCO para explorar oportunidades de investimento e comércio na Zâmbia, particularmente em sectores prioritários.
O director do Centro de Intercâmbio Económico e Comercial China-SCO, Wang Rui Cai, comprometeu-se a dar apoio institucional à iniciativa da Zâmbia, incluindo espaço de escritório e serviços profissionais para apoiar a promoção de projectos zambianos.
Espera-se que este apoio reduza as barreiras à entrada para as empresas chinesas que consideram empreendimentos na nação da África Austral.
À margem do lançamento, Ivan Zyuulu reuniu-se com o director-geral do Gabinete de Relações Exteriores da província de Guangdong, Ma Wenfeng.
De acordo com a embaixada zambiana, o embaixador “reafirmou o forte interesse da Zâmbia em expandir a cooperação com a província de Guangdong em áreas prioritárias, incluindo industrialização, valorização e desenvolvimento de infra-estruturas”.
Ma Wenfeng saudou o aprofundamento das relações, salientando a necessidade de reforçar os laços económicos e comerciais, os fluxos de investimento, o desenvolvimento industrial e os intercâmbios entre os povos.
Este compromisso surge num momento em que a Zâmbia, rica em cobre, adopta acordos financeiros mais flexíveis com Pequim.
O país começou recentemente a aceitar o yuan chinês para o pagamento de impostos e royalties de mineração por parte de empresas chinesas, tornando-se a primeira nação africana a fazê-lo, uma medida que os responsáveis consideram favorável ao kwacha, uma vez que reduz a dependência do dólar americano.
Fonte: Business Insider Africa


























































