Um raro diamante azul com quase 42 quilates foi descoberto na histórica mina Cullinan, na África do Sul, e especialistas do sector estimam que o mesmo possa atingir um valor de cerca de 40 milhões de dólares em leilão.
A descoberta reforça a reputação da mina como fonte de alguns dos diamantes coloridos mais excepcionais do mundo.
A mineradora diamantífera independente Petra Diamonds, que opera o local a cerca de 32 quilómetros a leste de Pretória, descreveu a descoberta como um “diamante azul tipo IIb de 41,82 quilates de qualidade aparentemente excepcional em termos de cor e clareza.”
A empresa disse que especialistas ainda estão a analisar a pedra bruta para determinar a melhor estratégia de corte e venda. Os diamantes tipo IIb estão entre os mais raros da natureza, representando menos de um décimo de 1% de todos os diamantes.
A sua tonalidade azul distinta provém de vestígios de boro nas profundezas da terra, formando-se em profundidades extremas antes que a actividade vulcânica os traga para mais perto da superfície.
A mina Cullinan ocupa um lugar especial na tradição das gemas. Foi a origem do lendário diamante Cullinan, descoberto em 1905, o maior diamante bruto com qualidade de gema já encontrado. Esta pedra histórica foi lapidada em nove gemas principais, várias das quais agora fazem parte das jóias da coroa britânica.
O negociante de diamantes de Joanesburgo, Gregory Katz, em declarações ao News24, disse que a última descoberta poderá render entre 30 e 40 milhões de dólares, assim que as decisões finais sobre o corte e o polimento forem tomadas.
O responsável explicou que os lapidadores tentarão maximizar o tamanho final, mas “a pedra lapidada e polida ficará significativamente menor do que o diamante bruto original. Não há dúvida de que é uma descoberta significativa”, acrescentou Katz, sublinhando a raridade e o potencial valor de mercado dessas pedras.
O anúncio surge num momento difícil para a indústria de diamantes, uma vez que os preços globais têm estado sob pressão nos últimos anos devido ao aumento das despesas dos consumidores durante a pandemia e ao rápido crescimento das alternativas cultivadas em laboratório, que são normalmente mais baratas do que as gemas naturais.
A última descoberta deverá suscitar um renovado interesse por parte de coleccionadores e investidores, particularmente nos mercados de luxo africanos e globais.
A Petra Diamonds ainda não confirmou quando a pedra será colocada no mercado, mas os observadores da indústria acompanharão de perto os desenvolvimentos.
Fonte: Business Insider Africa


























































