Os 250 deputados da Assembleia da República anunciaram a doação de 2,7 milhões de meticais para apoiar as populações afectadas pelas inundações provocadas pelas chuvas que continuam a fustigar várias regiões do País.
De acordo com uma publicação da Agência de Informação de Moçambique, o valor corresponde a dois dias de salário de cada deputado e será canalizado para o Instituto Nacional de Gestão do Risco e de Desastres (INGD), acrescentando que a iniciativa foi anunciada durante a 11.ª sessão extraordinária da Comissão Permanente (CP), reunida em Maputo.
“Os deputados têm acompanhado com preocupação o impacto destas chuvas sobre as nossas populações e sobre as infra-estruturas públicas e privadas, e solidarizam-se com as vítimas destas inundações”, afirmou o porta-voz da sessão, Sérgio Pantie.
Segundo comunicou, estão a ser efectuadas visitas aos locais afectados, com o objectivo de se solidarizar com as famílias e mobilizar apoio multiforme para a sua assistência, sobretudo nas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, no sul de Moçambique.
Entretanto, face a este cenário, Pantie apelou às populações residentes nas zonas afectadas para que respeitem as recomendações das autoridades competentes e permaneçam em locais seguros.
Num comunicado, a entidade referiu que o incremento das descargas dos actuais 300 metros cúbicos por segundo para 2500, resulta das previsões meteorológicas e da situação hidrológica prevalecente.
Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas centro e sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões.
O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão.
Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.


























































