A Administração Nacional de Estradas (ANE) suspendeu a circulação no troço Incoluane — 3 de Fevereiro, ao longo da Estrada Nacional Número 1 (N1), devido à subida do caudal do rio Incomáti, situação provocada pelas chuvas intensas que se fazem sentir em quase todo o País, sobretudo na região sul.
“A subida do caudal do rio Incomáti fez galgar uma extensão de aproximadamente três quilómetros da N1, neste sentido, ordenou-se a suspensão imediata da circulação de todo o tipo de viaturas neste troço”, avançou a entidade por meio de um comunicado citado pela Lusa.
Perante a situação, a instituição relatou que já foram destacadas equipas técnicas para trabalhar na monitorização da via. Assim, “a ANE apelou aos automobilistas e aos transportes de passageiros para programarem as suas deslocações, bem como evitar a circulação de veículos com peso acima de 10 toneladas em estradas terraplanadas”.
Num comunicado, a entidade referiu que o incremento das descargas dos actuais 300 metros cúbicos por segundo para 2500, resulta das previsões meteorológicas e da situação hidrológica prevalecente.
Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões.
O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão.
Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.



























































