A inflação continuou a ser um grande desafio económico em toda a África em 2025, com vários países a registarem um aumento acentuado dos preços no consumidor, impulsionado pela instabilidade cambial, pressões do lado da oferta e fragilidades económicas estruturais. A inflação global moderou-se para uma média de 4,2% no ano, mantendo-se melhor do que muitos analistas esperavam, apesar das pressões tarifárias históricas dos Estados Unidos da América (EUA) sobre as matérias-primas e as cadeias de abastecimento.
Nos EUA, a inflação diminuiu de cerca de 3% em 2024 para aproximadamente 2,7% em 2025, reflectindo tendências desinflacionárias mais amplas nas principais economias.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) projecta que a inflação global poderá cair ainda mais para cerca de 3,7% em 2026, impulsionada pelo fraco crescimento dos preços na China e pela inflação moderada em grande parte da Europa.
Apesar destes ganhos, várias economias africanas permaneceram sob forte pressão de preços em 2025, em parte devido à instabilidade cambial, aos custos de importação, aos conflitos e às restrições estruturais da oferta.
Cinco nações africanas — Sudão do Sul, Zimbabué, Sudão, Burundi e Maláui — ficaram entre os dez países com as taxas de inflação mais altas do mundo em 2025, ao lado de casos graves como a Venezuela, onde a inflação atingiu 269,9% e deve ultrapassar 680% em 2026, face a uma profunda crise económica e turbulência cambial.
No caso da Venezuela, o bolívar desvalorizou acentuadamente devido às sanções dos EUA e às mudanças políticas, agravando a espiral de aumentos de preços e a incerteza sobre a estabilidade futura.
Abaixo estão os países africanos com as taxas de inflação mais elevadas em 2025, com base nas projecções do FMI e dados económicos relacionados.

Conflito e instabilidade monetária em jogo
A inflação de quase 100% do Sudão do Sul reflecte a depreciação persistente da moeda e a forte dependência das importações numa economia que ainda luta contra conflitos e uma governação fraca.
O Zimbabué, que enfrenta um histórico de instabilidade monetária e esforços para estabilizar a sua moeda, também registou alguns dos aumentos de preços mais acentuados da região.
A economia do Sudão, abalada por anos de conflitos civis e dificuldades fiscais, registou um aumento semelhante da inflação, corroendo o poder de compra e complicando as respostas políticas.
A elevada inflação do Burundi está relacionada com desequilíbrios fiscais crónicos e insegurança alimentar, enquanto a inflação persistente acima dos 20% no Maláui alimentou o descontentamento social e destaca o desafio de alinhar a política monetária com os objectivos de crescimento.
Outras economias africanas na lista, como a Nigéria, Angola, Egipto, Gana e Zâmbia, registaram uma inflação elevada, mas comparativamente mais baixa, influenciada pela volatilidade cambial e por estrangulamentos estruturais.
Colectivamente, estes números reflectem o panorama desigual da inflação em África em 2025, onde várias economias lutaram contra as pressões do custo de vida, mesmo com a inflação global a abrandar.
Fonte: Business Insider Africa

























































