A antiga primeira-ministra de Moçambique, Luísa Dias Diogo, faleceu vítima de doença prolongada, aos 67 anos de idade, em Portugal, no Centro Clínico Champalimaud, onde se encontrava a receber tratamento médico há vários meses.
Luísa Diogo marcou de forma indelével a história política e económica do País, ao tornar-se a primeira mulher a ocupar os cargos de ministra do Plano e Finanças e de primeira-ministra de Moçambique. Economista de formação, destacou-se pelo seu contributo decisivo para a estabilidade macroeconómica nacional, num período particularmente exigente para a consolidação financeira e institucional do Estado moçambicano.
Quadro sénior do Partido Frelimo, Luísa Diogo construiu um percurso de grande relevo tanto na governação como no sector financeiro, tendo igualmente liderado uma das mais prestigiadas instituições bancárias do País. A sua actuação pautou-se por rigor técnico, visão estratégica e forte sentido de responsabilidade pública, qualidades que lhe granjearam reconhecimento nacional e internacional.
Natural da província de Tete, Luísa Diogo esteve nos últimos anos ligada ao Absa Bank Moçambique, onde foi PCA.
Distinguida como uma das figuras femininas mais influentes do mundo pela revista Forbes e como uma das 100 personalidades mais influentes a nível global pela Time Magazine. Estas distinções resultaram do seu papel na condução da política económica, da sua liderança e do seu empenho contínuo na defesa da igualdade de género em Moçambique e além-fronteiras. Ao longo do seu percurso, participou ainda em diversos painéis e fóruns das Nações Unidas, onde defendeu activamente políticas de desenvolvimento inclusivo e o reforço do papel das mulheres na governação e na economia.
A morte de Luísa Diogo representa uma perda profunda para Moçambique, em particular para as mulheres, para quem se tornou um símbolo de liderança, competência e afirmação no espaço público, deixando um legado que transcende gerações.
À família e amigos enlutados, o Diário Económico endereça as suas mais sentidas condolências.
























































