Os preços do petróleo estão a negociar na linha de água, a oscilar entre pequenos ganhos e perdas, numa altura em que os investidores avaliam o risco, ainda presente, dos Estados Unidos da América (EUA) fazerem uma intervenção militar no Irão, bem como as preocupações com o abastecimento de crude ao longo deste ano.
O West Texas Intermediate (WTI) – de referência para o mercado dos EUA – soma 0,12% para 59,26 dólares por barril, enquanto o Brent – benchmark para a Europa – ganha 0,02% para 63,78 dólares. As duas referências devem terminar a semana sem grandes alterações.
As cotações estão nesta sexta-feira (16) mais estáveis, depois de na quinta-feira terem registado a maior queda desde Junho, depois de a Casa Branca ter indicado que, por agora, vai adiar uma acção militar em Teerão, a pedido do Presidente de Israel, Benjamin Netanyahu, segundo avançou o New York Times.
A probabilidade de uma resposta imediata dos EUA aos violentos protestos no país do Médio Oriente é cada vez mais reduzida, acalmando os receios de uma interrupção na produção de crude iraniano – mais de três milhões de barris por dia – ou no transporte de petróleo. No entanto, Washington ainda reforça a sua presença militar na região.
“Embora o risco de uma intervenção iminente dos EUA contra o Irão tenha diminuído, é bastante claro que o risco ainda está presente, o que deve manter o mercado em alerta no curto prazo”, afirmou Warren Patterson, do ING Groep, à Bloomberg. “No entanto, quanto mais tempo continuarmos sem uma resposta dos EUA, mais o prémio de risco vai continuar a dissipar-se, permitindo que fundamentos mais pessimistas assumam o protagonismo”, acrescentou.























































