A Electricidade de Moçambique (EDM), empresa estatal responsável pela produção, transporte e distribuição de energia eléctrica no País, anunciou que 8320 pessoas estão sem fornecimento de energia eléctrica nas províncias de Sofala e Manica, no centro de Moçambique, na sequência das chuvas e ventos fortes que afectaram a rede de distribuição.
Num comunicado citado pela Lusa, a EDM esclareceu que as chuvas intensas registadas em várias regiões do território nacional provocaram o rompimento de condutores de corrente na travessia do rio Búzi, no centro do País, comprometendo o normal funcionamento do sistema eléctrico.
Como consequência, o fornecimento de energia eléctrica foi interrompido no posto administrativo de Gonda, na província de Sofala, bem como no distrito de Mossurize e no posto administrativo de Dombe, na província de Manica, deixando milhares de consumidores sem electricidade.
A empresa referiu ainda que já decorrem trabalhos no terreno com vista à reposição da corrente eléctrica, sublinhando, no entanto, que as intervenções estão condicionadas pela continuação da queda das chuvas nas zonas afectadas.
A actual época chuvosa tem sido marcada por sucessivos alertas de chuvas e ventos fortes, sobretudo nas regiões Centro e Sul do País, levando as autoridades a activarem acções de antecipação face ao risco de cheias e inundações.
Moçambique enfrenta, de forma cíclica, cheias e ciclones tropicais durante a época das chuvas, além de períodos prolongados de seca severa, sendo, por isso, considerado um dos países mais afectados pelas alterações climáticas globais.
Na época chuvosa 2024-25, o País foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude, que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão de pessoas.
Na sequência da chuva que se faz sentir um pouco por todo o País, a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH), do Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos (MOPHRH), emitiu nesta terça-feira, 13 de Janeiro, um “alerta laranja” face ao risco moderado e alto de ocorrência de cheias, olhando para as previsões meteorológicas e para a situação hidrológica que prevalece em todo o País.
Fonte: Lusa
























































