As bolsas asiáticas registaram outra sessão com valorizações, com o índice que as agrega a tocar um novo recorde, numa altura em que a ideia de eleições antecipadas no Japão continua a impulsionar as acções da região.
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, poderá vir a reforçar a coligação que lidera, dando seguimento ao mandato com uma diplomacia mais agressiva e políticas pró-estímulo.
Os juros da dívida soberana estão em queda — a yield a cinco anos disparou para o nível mais alto desde a primeira emissão, em 2000 — e o iene arrastou-se ainda mais para a zona de risco de intervenção pelo Governo.
A praça sul-coreana, que serve como um barómetro das acções de Inteligência Artificial (IA), subiu pelo nono dia consecutivo, enquanto as acções chinesas recuaram após as autoridades endurecerem as regras de financiamento e ter sido elevada para 100%.
Neste contexto, no Japão, o Nikkei disparou 1,48% para 54 341,23 pontos, tendo tocado pela primeira vez nos 54 487,32 pontos, enquanto o Topix subiu 1,26% para um recorde de 3644,16 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi somou 0,65% para máximos de 4723,10 pontos.
Em Taiwan, o Taiex ganhou 0,76% para 30 941,78 pontos, mas chegou a um recorde de 30 994,81 pontos. Na China, o Shangai Composite voltou a ficar para trás na corrida ao perder 0,31% para 4126,09 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng pulou 0,42% para 26 962,23 pontos.
Fora da Ásia, os dados de inflação dos Estados Unidos da América (EUA) aliviaram as preocupações com as pressões sobre os preços, reforçando as expectativas dos investidores de que a Reserva Federal (Fed) vai esperar até meados do ano para cortar as taxas de juro.
O mercado aguarda ainda uma possível decisão do Supremo Tribunal dos EUA sobre as tarifas recíprocas do Presidente Donald Trump esta quarta-feira (14). O tribunal agendou o segundo “dia da decisão” também para esta quarta-feira, dando outra oportunidade para se pronunciar sobre a legalidade da política comercial de Trump. No entanto, para os analistas consultados pela Bloomberg, é improvável que a decisão tenha consequências a médio prazo.
Nas notícias empresariais, o Governo norte-americano está a ponderar que a Nvidia possa voltar a vender os semicondutores de IA H200 para a China, ao divulgar uma série de critérios revistos, de forma a obter a aprovação da Casa Branca.
Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 estavam com poucas alterações.

























































