O montante de dinheiro físico em circulação no País aumentou 6,2% no espaço de um ano, atingindo 958,9 milhões de euros, segundo dados oficiais divulgados pelo Banco de Moçambique.
De acordo com a Lusa, o relatório estatístico do banco central, com dados referentes a Outubro de 2025, revela que este valor se aproxima do máximo histórico registado em Junho do mesmo ano, quando o numerário em circulação atingiu 969,6 milhões de euros.
Apesar das flutuações registadas nos meses subsequentes à introdução da nova série do metical, em Junho de 2024, a circulação monetária voltou a crescer de forma sustentada ao longo do segundo semestre de 2025.
Em Outubro de 2024, o montante de dinheiro físico em circulação situava-se nos 903,2 milhões de euros, tendo então entrado numa fase de retracção, com quedas mensais consecutivas. Esta tendência foi parcialmente atribuída às medidas de política monetária contraccionista adoptadas pelo banco central, com vista a reduzir a base monetária e a conter as pressões inflacionistas.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) indica que a inflação em Moçambique abrandou para 3,23% em 2025, um valor significativamente abaixo da estimativa inicial do Governo, que apontava para uma taxa próxima de 7%.
Em Dezembro, o Índice de Preços no Consumidor registou uma variação mensal de 0,49%, influenciada sobretudo pelas quedas nos preços dos bens alimentares e bebidas não alcoólicas.
No conjunto do ano, os sectores da alimentação, bebidas não alcoólicas, restauração e hotelaria contribuíram com 2,57 pontos percentuais para a taxa de inflação anual. De salientar que o País registou vários meses de deflação ao longo de 2024, com destaque para o período entre Abril e Julho, antes de retomar uma trajectória ascendente a partir de Agosto.
Apesar da desaceleração inflacionária, o volume de moeda em circulação aproxima-se de máximos históricos, sugerindo uma retoma da procura por numerário, eventualmente impulsionada pelo aumento da actividade económica e por mudanças no comportamento dos agentes económicos face às taxas de juro e à confiança no sistema financeiro.


























































