A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH), do Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos (MOPHRH), emitiu nesta terça-feira, 13 de Janeiro, um “alerta laranja” face ao risco moderado e alto de ocorrência de cheias, olhando para as previsões meteorológicas e para a situação hidrológica que prevalece em todo o País.
Num comunicado divulgado pela Agência de Informação de Moçambique, a entidade informa que se espera, nas próximas 48 horas, o agravamento de inundações nas zonas baixas da bacia do Búzi, na região Centro, bem como o incremento significativo do volume de escoamento na bacia hidrográfica de Incomáti, no sul do País.
Na nota, a instituição indica como áreas de impacto os assentamentos humanos ribeirinhos, áreas agrícolas e condicionamento da transitabilidade rodoviária, nos trocos Estaquinha-Nova Sofala, Guara-Guara-Vila do Búzi, em Sofala. “Serão ainda afectados os postos administrativos da ilha Josina Machel e de Xinavane, nas localidades de 25 de Setembro e Eduardo Mondlane, em Gaza”.
Neste sentido, a DNGRH recomenda a tomada de precauções como “evitar a travessia do leito dos rios Búzi, Limpopo, Incomáti, Umbelúzi e Maputo e o acompanhamento da informação emitida pelas entidades competentes.”
Segundo o INAM, prevê-se igualmente a continuação de ocorrência de chuvas moderadas a fortes entre 30 a 50 milímetros em 24 horas, localmente muito fortes acima de 75 milímetros em 24 horas, acompanhadas, por vezes, de trovoadas severas e ventos com rajadas nas regiões Centro e Sul de Moçambique.
Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões.
O País é considerado um dos mais severamente afectados pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão.
Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.



























































