Os preços do petróleo atingiram o valor mais elevado desde Novembro, numa reacção dos investidores ao anúncio do Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, de que vai impor uma tarifa de 25% sobre os produtos dos países que negoceiem com o Irão.
Estas tarifas vão afectar países como a China, Brasil, Turquia e Rússia e entram em vigor com efeitos imediatos. Os EUA querem pressionar o regime de Teerão a acabar com a repressão contra os protestos anti-governamentais que entram na terceira semana e já causaram cerca de 600 vítimas mortais.
As sanções vêm adicionar uma nova camada de preocupações quanto ao abastecimento de ouro negro pelo mundo, reacendendo a guerra comercial com a China, o maior importador de petróleo bruto do mundo e comprador de cerca de 90% das exportações do Irão.
Neste contexto, o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – avança 0,55% para os 59,83 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 0,5% para os 64,19 dólares por barril.
A estratega-chefe da Saxo Markets, Charu Chanana, disse à Bloomberg que o impacto imediato das ameaças das tarifas pode ter um prémio geopolítico nos preços do crude, mas tudo depende de as ameaças se consolidarem em “políticas aplicáveis” e se provocarem interrupções mensuráveis “no abastecimento, ou mesmo retaliações comerciais mais alargadas que prejudiquem o crescimento da procura.”
Por outro lado, uma possível paragem nas exportações iranianas veio acalmar os receios de excesso de oferta no mercado este ano, sobretudo depois de os EUA forçarem um aumento da produção na Venezuela. As vendas de crude do Irão, país membro da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), representam pouco menos de 2% da procura global.























































