O município de Maputo vai desembolsar 8 milhões de dólares para reassentar 468 famílias que vivem nas proximidades do local escolhido para a construção do novo aterro sanitário, no bairro da Katembe, cidade de Maputo, região Sul de Moçambique. De acordo com uma publicação do jornal O País, a verba foi disponibilizada pelo Banco Mundial.
“Decidimos acelerar o processo de pagamento de compensações, referentes a 138 famílias, num valor global estimado em 8 milhões de dólares. Vamos seguir a legislação vigente, bem como as regras do financiador e prevemos concluir o processo até finais de Fevereiro”, explicou Danúbio Lado, director do Gabinete de Desenvolvimento Estratégico.
O responsável explicou que o encerramento da lixeira de Hulene depende da conclusão do novo aterro sanitário, cujo início das obras está previsto para breve, numa área superior a 140 hectares. “Já foi lançado o concurso público para a construção da infra-estrutura, e está agendada uma visita ao local com as empresas interessadas, no dia 15 de Fevereiro, para esclarecimento de dúvidas e recolha de mais informações.”
“É necessário garantir condições mínimas para avançar também com a construção de uma estrada para facilitar o acesso. Está tudo a decorrer de acordo com o planificado e estamos a trabalhar intensamente para a materialização do projecto do aterro sanitário. Importa referir que, sem o mesmo, é impossível encerrar definitivamente as actividades na lixeira de Hulene”, elucidou Danúbio Labo.
Segundo informações divulgadas na altura pelo Governo, espera-se que, após o seu encerramento, a lixeira de Hulene sirva de ponto de separação de resíduos sólidos que serão depois transferidos para os aterros sanitários de Matlemele, no município da Matola, e da Katembe, na cidade de Maputo.
Por dia, estima-se que mais de 1200 toneladas de resíduos sólidos sejam depositadas nos mais de 25 hectares da maior lixeira de Moçambique, localizada ao longo da avenida Julius Nyerere.


























































